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Olá estou formulando uma enquete para saber quais tipos de assuntos e dicas para assim melhorar nossa comunicação , pesso por gentileza que mandem um email para .......andreexploid09@gmail.com.......

sábado, 5 de maio de 2012

Um mal conteporaneo.....



A palavra Estresse vem do inglês "Stress", termo  usado inicialmente na física para traduzir o grau de deformidade sofrido por um material quando submetido a um esforço ou tensão.

O médico Hans Selye  transpôs o termo para a medicina e a biologia para definir o esforço de adaptação do organismo ao enfrentar situações que considere ameaçadoras à sua vida e equilíbrio interno.

Muitas vezes a palavra é utilizada indiscriminadamente para definir diferentes  sensações, mas "Estresse" é a denominação dada a um conjunto de reações orgânicas e psíquicas de adaptação que o organismo emite quando exposto a qualquer estímulo que o excite, irrite, amedronte ou o deixe muito feliz.

Apesar de geralmente estar associado  a situações  negativas, é importante ressaltar que reações relacionadas a situações prazerosas também são caracterizadas como "Estresse" . Nem sempre o agente disparador de um processo de estresse é um acontecimento desprazeroso. Apaixonar-se, por exemplo, iniciar um emprego  desejado, receber uma promoção, comprar uma casa nova também podem gerar alterações no equilíbrio interno do organismo.

Em princípio, portanto, "Estresse" não é uma doença, embora seja assim compreendido por muitas pessoas. É simplesmente a preparação do organismo para lidar com as situações que se apresentam. O prolongamento ou a exacerbação de uma situação específica é que, de acordo com as características do indivíduo naquele momento, podem gerar conseqüências indesejáveis.
 
Na realidade, o estresse é um mecanismo normal, necessário e benéfico ao organismo, pois faz com que o indivíduo se torne mais atento e sensível diante de situações de perigo ou de uma dificuldade qualquer. Na pré-história, quando um homem saía para caçar, era necessário um certo nível de estresse para que ele pudesse enfrentar riscos. Assim, as alterações orgânicas decorrentes, como a constrição dos vasos periféricos, o aumento da pressão arterial, a respiração ofegante e a dilatação das pupilas  mostravam-se especialmente positivos, pois permitiam que sangrasse menos ao ferir-se, tornavam seu corpo mais oxigenado,  favoreciam que corresse mais  e melhor em função dos músculos enrijecidos e enxergasse melhor, caso estivesse no escuro. O estresse funcionava, portanto, como um mecanismo de sobrevivência.


Certo nível de estresse pode, como vimos, ser benéfico, ao estimular o corpo, melhorando sua atuação. Entretanto, se o nível aumenta muito, emerge a  fadiga que, com o tempo, pode gerar a suscetibilidade a doenças físicas e mentais. 

Cada pessoa tem um nível diferente de tolerância ao estresse: algumas parecem não sofrer efeitos negativos de níveis aparentemente altos, enquanto outras suportam apenas pequenas mudanças por vez em sua vida, sem se tornarem ansiosas, deprimidas ou doentes.

O estresse torna-se  prejudicial quando  crônico. O homem  contemporâneo passa por diversas situações estressantes no dia-a-dia, sem descanso, submetendo-se a uma pressão constante que acaba deteriorando seu corpo. Apesar das situações desgastantes serem, principalmente, de ordem intelectual e não física como antigamente, o ser humano continua  reagindo a elas com o mesmo mecanismo de sobrevivência que a espécie utiliza há dez mil anos, necessitando, por tal razão, encontrar alternativas para preservar seu bem-estar. 
 
No início, o estresse é muito sutil, e as pessoas tendem a negar sua existência, o que dificulta a identificação. Em primeiro lugar, é necessário que o indivíduo admita que o estresse está presente. O diagnóstico é feito, geralmente, a partir dos sintomas: a associação de três ou quatro sintomas vagos, como insônia, cansaço e dores de cabeça.
 
A pessoa estressada apresenta-se cronicamente tensa, cansada e irritada. Há um comprometimento da criatividade e da flexibilidade; a dor de cabeça é constante e as unhas roídas. O indivíduo alimenta-se mal, apressadamente, tem transtornos digestivos e pode dormir excessivamente ou ter insônia. No aspecto sexual, ocorre a falta de libido ou a hipersexualização, quando o indivíduo tenta descarregar a tensão no ato sexual. É como uma reação em cadeia: os problemas vão gerando mais problemas, e um aspecto da vida interfere em outro. A pessoa tem a sensação de estar "cansada de tudo", afetando aqueles que estão à sua volta.

De onde vem o estresse? 

 O ser humano está cada vez mais exposto a inúmeras situações às quais precisa adaptar-se: demandas e pressões externas vindas da família, do meio social, do trabalho, da escola ou do meio ambiente físico. São enormes as exigências de atualização, o excesso de informações a que está exposto, as responsabilidades, as obrigações, a auto-crítica, as dificuldades fisiológicas e psicológicas.

A  capacidade de adaptação e a vulnerabilidade individual são muito importantes na ocorrência e na gravidade das reações ao processo de "Estresse", que depende tanto da personalidade do indivíduo quanto do estado de saúde em que se encontra. Fatores tais como estilo de vida, experiências passadas, valores, crenças, atitudes,  doenças e predisposição genética são significativos para a instalação do estresse. O risco de um estímulo estressor gerar uma doença é aumentado na presença de uma exaustão física ou de fatores orgânicos.

Fases do Estresse

Hans Selye dividiu didaticamente o processo de estresse em 3 fases interdependentes, a saber: 

O indivíduo depara-se com uma situação estressora, como por exemplo: trânsito caótico,  contas a pagar, salário congelado, falta de tempo para  o lazer, uma promoção ansiada,  beijo, intensa competição, divórcio, injúria pessoal ou doença, ameaça de um predador, mudança súbita e ameaçadora na posição social e/ou nas relações do indivíduo, ameaça à integridade  emocional da própria pessoa ou de pessoa por ela amada, vida afetiva em desequilíbrio,  acidente, assalto, injeções de substâncias estranhas ao organismo, frio intenso, anestesia, cirurgia, barulho, auto-estima rebaixada, entre outros. 

Diante disso,  o indivíduo entra na 1ª Fase, denominada fase de Alarme, na qual o organismo entra em estado de alerta para se proteger do perigo percebido e dá prioridade aos órgãos de defesa, ataque ou fuga. As reações corporais desenvolvidas nesta fase são: dilatação das pupilas, estimulação do coração (palpitação), aumento da pressão arterial, respiração alterada (ofegante) e dilatação dos brônquios, aumento na possibilidade de coagulação do sangue (para assim poder fechar possíveis ferimentos),  liberação do açúcar armazenado pelo fígado (para que este seja usado pelos músculos), redistribuição da reserva sangüínea da pele e das vísceras para os músculos e cérebro,  frieza nas mãos e pés,  tensão nos músculos, inibição da digestão (inibição da produção de fluidos digestivos, inibição dos movimentos peristálticos do percurso gastro-intestinal) e inibição da produção de saliva (boca seca).

Caso o indivíduo consiga lidar com o estímulo estressor, eliminando-o ou aprendendo a lidar com o mesmo, o organismo volta à sua situação básica de equilíbrio interno (homeostase) e continua sua vida normal. Mas se, ao contrário, o estímulo persistir sendo entendido como estressor e o indivíduo não consiga encontrar uma forma de se reequilibrar, vai ocorrer uma evolução para as outras duas fases do processo de estresse.

Na 2ª Fase, denominada fase de Resistência Intermediária ou "Estresse" Contínuo, persiste o desgaste necessário à manutenção do estado de alerta. O organismo continua sendo provido com fontes de energia rapidamente mobilizadas, aumentando a potencialidade para outras ações, no caso de novos perigos imediatos serem acrescentados ao seu quadro de "Estresse" Contínuo. O organismo continua buscando ajustar-se à situação que se apresenta.
Toda essa mobilização de energia traz algumas conseqüências como: redução da resistência do organismo em relação a infecções; sensação de desgaste, provocando cansaço e lapsos de memória; supressão de várias funções corporais relacionadas com o comportamento sexual, reprodutor e com o crescimento. Exemplos: queda na produção de espermatozóides; redução de testosterona; atraso ou supressão total da puberdade; diminuição do apetite sexual; impotência; desequilíbrio ou supressão do ciclo menstrual; falha na ovulação ou falha no óvulo fertilizado ao dirigir-se para o útero; aumento do número de abortos espontâneos; dificuldades na amamentação.

Com a persistência de estímulos estressores, o indivíduo entra na 3ª Fase, denominada fase de Exaustão ou Esgotamento, onde há uma queda na imunidade e o surgimento da maioria das doenças, como por exemplo: dores vagas; taquicardia; alergias; psoríase; caspa e seborréia; hipertensão; diabete; herpes; graves infecções; problemas respiratórios (asma, rinite, tuberculose pulmonar); intoxicações; distúrbios gastrointestinais (úlcera, gastrite, diarréia, náuseas); alteração de peso; depressão; ansiedade; fobias; hiperatividade; hipervigilância; alterações no sono (insônia, pesadelos, sono em excesso); sintomas cognitivos como dificuldade de aprendizagem, lapsos de memória, dificuldade de concentração; bruxismo, etc., o que pode ocasionar a perda de dentes; envelhecimento; distúrbios no comportamento sexual e reprodutivo.

Algumas vezes diante de uma situação muito intensa ou extrema para a pessoa, ela desenvolve um quadro denominado "Estresse" Agudo, situação em que o organismo mostra-se incapaz de lidar com os estímulos e tem reações que geralmente o afastam da realidade. Normalmente este quadro se inicia algum tempo após a ocorrência do estímulo, desaparecendo dentro de horas ou dias. O "Estresse Agudo" se caracteriza por: atordoamento inicial; estreitamento do campo de consciência; diminuição da atenção; incapacidade de compreender estímulos; desorientação; retraimento da situação circundante (estupor dissociativo); agitação e hiperatividade; sinais autonômicos de ansiedade de Pânico; amnésia parcial ou completa para o episódio.
 
Tratamento

O tratamento deve incluir um programa global de reeducação e conscientização, que permita ao indivíduo conhecer-se e viver melhor mediante uma reestruturação de seu modo de vida: modificação dos horários, diminuição do nível de sobrecarga, mudança dos hábitos alimentares e de sono, fazendo com que ele se relacione melhor com o próprio corpo. Para tanto, são utilizadas técnicas de relaxamento, acupuntura, medicina ortomolecular, terapia de grupo ou familiar. Caso o estresse tenha dado origem a patologias como úlcera ou problemas no aparelho digestivo, é realizado um tratamento específico.  

Como evitar ou controlar o estresse
Sugestões para evitar ou controlar a incidência do estresse:
 
Escolher uma dieta nutritiva e bem equilibrada;
Descansar regularmente após grande esforço físico, mental ou diante de um projeto frustrado;
Estabelecer prioridades e estabelecer metas realísticas, rejeitando prazos absurdos ou impraticáveis e executando uma tarefa de cada vez;
Permitir-se uma certa flexibilidade se tiver que mudar de idéias ou planos para viabilizar uma programação;
Preservar a vida social conservando as velhas amizades, fazendo novos amigos,  fortalecendo as relações familiares e ajudando outras pessoas em suas necessidades;
Exercitar-se regularmente;
Aprender a relaxar o corpo e a mente (meditação, ioga, etc);tirar férias, respirar profundamente e espreguiçar-se;
Ouvir as músicas prediletas; tomar um banho morno; apreciar a quietude da natureza;
Discutir seus problemas com pessoas de sua confiança que possam ajudá-lo a encontrar uma solução para os seus problemas;
Dormir um sono reparador;
Assumir o controle de sua vida, antecipando mudanças e evitando muitas mudanças ao mesmo tempo;
Preparar-se para crises futuras, abrindo sua mente e procurando melhores maneiras de fazer as coisas, não se deixando prender à velha rotina de costume;
Rir à vontade e não ter medo de chorar;
Ser feliz, pois a felicidade nada mais é do que um estado de espírito; portanto, explore o que há de positivo em todas as situações;
Sorrir interior e exteriormente.
Amar e ser amado.


ESTRESSE INFANTIL






Criança também fica estressada. Atualmente, também nossos filhos  têm uma vida social intensa. Dividem-se entre várias atividades tais como:  festinhas,  passeios, escola, aulas de inglês, natação, ballet, futebol, judô e inúmeras outras. 
Ficam mais agitadas, com dificuldades para comer, chorando por qualquer motivo. Além disso, a cobrança excessiva dos pais quanto ao desempenho escolar  também pode provocar o estresse infantil.
Os diagnósticos de depressão e síndrome do pânico, conseqüências psíquicas do estresse, têm sido feitos muito precocemente (aos 11 ou 12 anos), quando o normal seria entre os 30 e 40 anos. O pânico, cuja média mundial é de 1,6%, faz com que o as crianças tenham pensamentos negativos e medos diversos, tais como o de ficar sozinho e o de sair de casa.

O tratamento de estresse em crianças é feito com os mesmos medicamentos indicados para os adultos, mas é necessário que os pais mudem de atitude em sua  relação com a criança, pois muitas vezes a causa do estresse está dentro de casa.
E o estresse na criança é do que uma resposta do organismo a este acúmulo de informações e desafios. A infância é um período complexo porque a criança lida com informações desconhecidas o tempo todo. Se, além disso, ela for sobrecarregada de obrigações, o resultado será um fardo difícil de carregar, como também o surgimento das chamadas doenças psicossomáticas: as bronquites asmáticas, as gastrites, os problemas intestinais. 
As causa mais freqüentes de estresse infantil são:
Disfunção familiar, separação ou abandono dos pais.
Mudança da casa, cidade o escola.
A chegada de um novo irmão.
Dificuldades de adaptação social.
Morte de algum parente.
A competitividade e a exigência nas escolas.
Condutas alarmantes
Os sintomas do estresse nas crianças menores de cinco anos:
Irritabilidade
Choro mais do usual.
Desejo de estar sempre nos braços
Pesadelos.
Medos excessivos à escuridão, aos animais ou à estar sozinhos.
Mudanças no apetite.
Dificuldades na fala.
Retorno a comportamentos infantis já superados, como urinar na cama ou chupar o dedo.
Os sintomas do estresse nas crianças de entre 5 a 11 anos são:
Irritabilidade;
Agressão;
Choros;
Necessidade de chamar a atenção dos pais competindo com os irmãos;
Apresentar dores físicas sem existir doenças;
Afastamento dos colegas.
Os pais são os principais decodificadores de seu universo infantil, mas com o passar do tempo, brincar passa a ser o instrumento pelo qual a criança elabora suas dificuldades, conflitos, medos e incertezas, e que, ao mesmo tempo, possibilita sua inserção no mundo.  
 "O primeiro passo que deve ser dados pelos pais é de se acalmar e dar-lhe segurança, demostrando que conta com o apoio que eles precisam".
Se o estresse chega a passar desapercebido pelos pais e não é tratada corretamente, corre-se o risco de que se desenvolva outro tipo de patologias associadas, como a depressão. Isto pode ser evitado se os pais tiverem tempo de olhar com calma o seu filho.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

plástico lixo ou solução......



Um grupo de arquitetos de Taiwan anunciou que está construindo, com ajuda da empresa "Far Eastern", um edifício feito de 1,5 milhões de garrafas de plástico recicladas.
O prédio, nomeado de EcoARK, visa ampliar a conscientização e o interesse mundial para a importância da reciclagem. A estrutura de três andares possui um anfiteatro, uma sala de exposições, e uma tela que coleta água em períodos chuvosos para usar como ar condicionado. Os designers disseram que ele é “o mais leve, móbil e respirável milagre ambiental do mundo”.
 As garrafas de lixo de Taiwan foram transformadas em recipientes de plástico que se interligam com força suficiente para bloquear os elementos e resistir a tempestades e até terremotos, disse Arthur Huang, diretor-gerente da construtora Miniwiz Energia Sustentável Development Ltd. “Ninguém no mundo construiu um salão de exposições com paredes feitas inteiramente de garrafas”, disse ele.
 Quando perguntado sobre o que inspirou o monumento à reciclagem, Huang diz que a idéia veio, literalmente, do lixo: “Quando estávamos pensando sobre que tipo de lixo poderíamos utilizar para fazer uma construção ecológica e de baixo carbono, olhamos para o nosso lixo e percebemos que era composto, em sua maioria, de garrafas PET. A partir daí foi se desenvolvendo a idéia. “
 O EcoARK e a demanda por uma melhor gestão de resíduos que ele representa não poderiam vir em um momento melhor para Taiwan. Estima-se que apenas quatro por cento das garrafas plásticas do país são recicladas ou reutilizadas – e, com 2,4 bilhões de garrafas utilizadas anualmente, a situação estava perto de atingir um nível crítico. O projeto custará US$ 4,22 milhões e será doado, no próximo mês, à Prefeitura de Taipei para ser utilizado como sede de exposição durante o International Flora Expo, em novembro.
 O que faz o EcoARK tão impressionante, além de sua pegada de baixo carbono e uso magistral de garrafas recicladas como material de construção, é a sua beleza puramente estética. Ele demonstra que não há limites para o que pode ser criado quando você se dedica o suficiente a um problema ou, neste caso, a uma lata de lixo.

Um barco
A construção de um barco feito de garrafas pet navegando pelos oceanos parece algo bem irônico quando mencionado inicialmente. Porém, se faz uma realidade pelas mãos do ativista David de Rothschild que será o capitão de um barco totalmente feito de pet.
Todos os dias milhares de garrafas pet vão parar nos rios, lagos, mares e oceanos do mundo todo, poluindo nossas águas, acumulando nos rios e impedindo o fluxo contínuo das águas e consequentemente sendo um dos agentes causadores das enchentes.
Rothschild com seu projeto e expedição traz um conceito de sustentabilidade para algo que muito das vezes não é reabsorvido pela indústria que a produz.
Ao construir um barco que tem garrafas pet como matéria-prima, o ativista mostra a importância da reciclagem e levanta uma bandeira em prol da sustentabilidade.
O projeto de David de Rothschild chama-se Plastiki Expedição e  navegou durante quatro meses pelos oceanos do mundo, principalmente em áreas que sofrem com agreção ambiental.
Essa idéia bem que poderia ser encampada pela indústria naútica, e quem sabe em breve não poderemos ver dezenas e centenas de barcos feitos de garrafas pet pelos mares e rios mundo a fora.
Vale lembrar que pneus em algumas partes do mundo já são reutilizados e transformados em asfalto ecológico.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Como mediar conflitos....


Cientistas do Instituto Médico de Pesquisa Comportamental (Institute for Behavioral Medicine Research) em Ohio, EUA, descobriram (após mais de duas décadas) como o stress pode alterar os níveis de alguns hormônios no sangue a ponto de enfraquecer o sistema imunológico da pessoa, aumentando sua vulnerabilidade a doenças. Seus estudos incluem os efeitos de brigas conjugais e como elas podem afetar o sistema imunológico, reduzindo o efeito de vacinas e diminuindo a velocidade de cicatrização. Isso acontecia especialmente com mulheres, quando seus maridos as reprimiam durante desentendimentos. A Dra. Janice Kiecolt-Glaser, uma das cientistas responsáveis pela pesquisa, diz: “Não estamos dizendo que conflitos conjugais são necessariamente ruins. Eles são completamente normais. É a maneira como os casais discutem que mais tarde alterou os níveis hormonais e diminuiu a imunidade. É a qualidade do conflito”.
Quando as pessoas estão em modo reativo quando discutem, elas geralmente sofrem de emoções ruins como acusar, criticar, julgar, atacar ou encontrar problemas para justificar suas posições. Quando uma pessoa passa a ter essas reações negativas, ela se vê encurralada numa das três facetas da batalha de poder – dominar, manipular e/ou controlar. Quando isso acontece, há um colapso na comunicação. Então, como você pode se manter centrado e não reativo quando está numa discussão fervente? Bem, o processo começa com se tornar um ouvinte sensato.
O objetivo principal para resolver conflitos é que os dois indivíduos comecem a ouvir e falar com sensatez. O primeiro passo é reconhecer que você tem um padrão nocivo e improdutivo. Depois de você se conscientizar desse aspecto, é importante você categorizar o “tipo” da discussão e dar a ela um título. Por exemplo, a maioria dos casais discute sobre dinheiro, sexo, tempo, responsabilidades e atenção, então vocês podem estar discutindo um desses temas.
Após você ter definido a causa do seu colapso comunicativo, o próximo passo é a chave-mestra, visto que é aqui que você vai desvendar todos os aspectos dessa batalha pelo poder. Para chegar lá, eu recomendo a meus pacientes um simples exercício de ouvir com sensatez. Ouvir com sensatez significa estar totalmente no presente e estar ciente não apenas das palavras, mas da linguagem corporal e das ações do outro. Primeiro, a pessoa A começa a falar sobre algo em que está pensando. A pessoa B é o ouvinte que ouve tudo de maneira sensata e consciente e espera a pessoa A acabar de falar para depois dizer com sinceridade: “Eu ouvi tudo que você tinha a dizer e estarei ciente de todos os seus pensamentos, sentimentos e percepções de agora em diante”. Então, os papéis se invertem e a pessoa A passa a ser o ouvinte. Aprendendo a realmente ouvir a outra pessoa, você pode descobrir em que parte do problema vocês estão estagnados.
A partir do momento em que você e seu parceiro entenderem a raiz do problema, é muito mais fácil sair do modo reativo. Agora, vocês podem criar uma perspectiva nova ou diferente do que não está dando certo no relacionamento. Esse approach único envolve uma maneira nova de falar para substituir o seu antigo comportamento. Por exemplo, depois de você conseguir desamarrar os nós do conflito, você e seu parceiro podem se alternar dizendo um para o outro: “Eu vejo e entendo o seu ponto de vista e a ação necessária pra mudar isso é ‘tal’. Eu prometo fazer ‘isso’ diferente e espero que você faça ‘aquilo’ diferente também”.
Quando ambos desenvolverem habilidades de ouvir e falar com sensatez, vocês vão perceber quando têm a tentação de falar com o outro com crueldade e sarcasmo e você vai instantaneamente se lembrar que você quer deixar esse comportamento antigo pra trás. Você vai começar a ampliar a nova rede de comportamento neutro em seu cérebro, que vai se tornar ciente de sua franqueza e sua força e adotar uma postura de compaixão e gentileza. Você vai parar de se sentir culpado e vai abandonar sua tendência a ser sarcástico, porque sua compaixão consigo mesmo e com os outros vai dissolver seu desejo de machucar os outros. Assim, quando sua esposa ou seu colega de trabalho fizerem um comentário com o qual você não concorda ou que o faz se sentir desconfortável, você poderá escolher uma maneira nova, mais saudável e mais produtiva de responder, mudando o tom do relacionamento de vocês e promovendo melhores relacionamentos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ta de cuca quente então lembre-se.......


Depois de um tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.
Começa aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar por muito tempo exposto a ele, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…
Aceita que não importa quão boa seja uma pessoa , ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa aprender a perdoá-la.
Aprende que as pessoas que mais te amam, são justamente aquelas pessoas que recebem o seu desprezo.
E descobre que existem pessoas tão fúteis, que são capazes de trocar uma vida inteira de amor e carinho, por um curto período de prazeres e farras.
Aprende como a vida é engraçada e como sonhos são tão facilmente destruídos. E, em algum momento pensamos no amor… E isso se torna engraçado… É engraçado… Às vezes a gente sente, fica pensando que está sendo amado, e está amando, e pensa que encontrou tudo aquilo que a vida podia oferecer, e em cima disso a gente constrói nossos sonhos, nossos castelos, e cria um mundo de ilusão onde tudo é belo… Até que a pessoa que a gente ama vacila, e põe tudo a perder, e põe tudo a perder…
Aprendemos que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se levam anos para construir confiança, e apenas segundos para destruí-la, e que você poderá fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida .
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que Deus nos permitiu escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que eles mudam, percebe que você e seus amigos podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Basta você querer.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que a vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós; Mas nós somos responsáveis
por nós mesmos? Começa a aprender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se conquistar a pessoa que se ama, e que o tempo é curto.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoa que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que a paciência requer muita pratica.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve e o que você aprendeu com elas, do que o número de aniversários você celebrou.
Aprende que há mais de seus pais em você do que você imagina.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes… e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se esta com raiva se têm o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não te ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não te ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que perdoar a você mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que você julga você será em algum momento julgado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não volta para trás, portanto plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar; que a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Somos o que comemos ....


Cada vez mais estudos científicos asseguram o princípio naturista de que "somos o que comemos". Boa parte do funcionamento dos nervos que percorrem nosso corpo e dos neurônios que dão vida a nosso cérebro depende dos carboidratos, das gorduras, da proteína e dos nutrientes que colocamos na boca.
Nossos pensamentos, atitudes, condutas e estados de ânimo não só se alimentam de nossas experiências pessoais, familiares e sociais, mas também das comidas e bebidas que ingerimos, que influenciam nossa bioquímica cerebral. Uma olhada nas últimas pesquisas sobre a conexão mente-estômago sugere que, comendo melhor, nos sentimos melhor, além de economizarmos muitas visitas ao médico.
A fibra levanta o ânimo. Esta substância vegetal, que está presente em verduras, cereais, frutas e legumes e que regula o trabalho intestinal, previne a obstrução beneficia nossa saúde psicológica e atividade mental. Para o médico José Cidón Madrigal, homeopata especialista em nutrição, "tudo o que ocorre ao aparelho digestivo e ao intestino repercute no resto do organismo: se eles estão limpos e funcionam bem, o corpo também; se não funcionam bem, podem gerar estados depressivos ou psicopatológicos".
"Se essa vassoura que é a fibra varrer o intestino e ajudar a eliminar as toxinas e os resíduos que se acumulam e passam para o sangue, nos sentiremos muito melhor", assinala o especialista. "Uma dieta baixa em fibra faz com que as toxinas passem para o sangue originando uma autointoxicação que causa dor de cabeça, tristeza, desânimo, cansaço, nervosismo e irritabilidade, condições que melhoram colocando fibra na dieta", assinala
Como todos os seres vivos, o homem necessita de alimentos mas a maioria das pessoas come mal ; uns comem em demasia,outros passam fome ou cometem erros alimentares que provocam doenças. Os especialistas afirmam que a genética será a arma para recuperar as imunidades perdidas por doenças oriundas de erros alimentares mas, até essa solução chegar, a estratégia é adoptar hábitos de vida saudáveis. Dormir as horas necessárias, fazer exercício físico regularmente, ter uma alimentação equilibrada, não fumar e restringir ao máximo o consumo de álcool,constituem a melhor estratégia para conservar a saúde. Claro que ninguém está a salvo de contrair uma doença por herança genética, ter o seu envelhecimento natural, variações hormonais ,etc ,etc, mas podemos minimizar os factores de risco. Como alguém dizia : a vida é como um jogo de cartas ; a cada um de nós foi dado um conjunto de cartas (genes) mas, dependendo da forma como se jogam as cartas que possuímos, assim o resultado da partida pode ser bom ou mau. A alimentação certa, para além das suas características nutricionais , é uma ferramenta que pode destruir os radicais livres que tornam as células doentes. Está provado que uma má alimentação proteica, como acontece em países subdesenvolvidos ,está ligada a morte por infecções , o que também acontece em hospitais e lares nos quais os idosos deixaram de comer. A interacção entre nutrição e imunidade sugere a possibilidade de prevenir doenças através da alimentação. Todos os nutrientes têm importância, sejam os ácidos gordos omega 3, os sais minerais, as vitaminas ,os anti oxidantes e os alimentos pré e pró bióticos como as fibras vegetais e bactérias dos iogurtes. No caso dos antioxidantes que fazem desaparecer os radicais livres o mais importante está no azeite que também tem propriedades anti-inflamatórias e anti-cancerígenas , por possuir polifenois. Já que falàmos em radicais livres e anti-oxidantes vejamos o que são : RADICAIS LIVRES são elementos produzidos no processo respiratório e resultam da transformação de cerca de 3% do oxigénio inspirado. Esta pequena quantidade de radicais livres libertada no sangue tem efeito benéfico pois combate as bactérias e vírus do organismo, mas a poluição ambiental,o stress, o tabagismo ,o sedentarismo , uma alimentação rica em açúcares e gordura e a prática de exercícios físicos intensos levam a uma produção exagerada de radicais livres o que já é prejudicial, pois oxidam as células. É desta forma que surgem doenças degenerativas como a atenosesclerose ,hipertensão, diabetes, cataratas, Alzheimer , cancro ,artrite.Parkinson, etc. Como já dissemos os radicais livres são destruídos pelos anti-oxidantes que se encontram em vários alimentos, conjuntamente com as vitaminas e sais minerais. Uma alimentação rica em fruta, legumes,hortaliças e cereais integrais fornecem os anti-oxidantes necessários se bem que outros alimentos possuidores de vitaminas C e E , zinco, selénio, luteína e betacaroteno, complementem a dose ideal de anti-oxidantes. Considerando que o ritmo da vida moderna não permite uma alimentação racional e equilibrada, muitas empresas farmacêuticas lançam campanhas para vender suplementos minero-vitamínicos anti-oxidantes para compensar as deficiências. Estas campanhas nas revistas e televisões podem levar a excessos de efeito contrário ao desejado, pelo que se recomenda sempre um acompanhamento de médico especialista.Vejamos agora o que entendemos por alimentação racional cuja palavra chave é "equilíbrio " ou seja,a ingestão de uma grande variedade de alimentos em quantidades adequadas ao consumo de energia diária do nosso corpo, não esquecendo que a abundância ou escassez de qualquer nutriente pode levar ao desequilíbrio e originar problemas de saúde. A energia que consumimos é fornecida por três grupos de alimentos que apresentamos por ordem de importância: Hidratos de Carbono (massas, bolos, bolachas, pão ,arroz, batata, fruta) ;Gorduras (óleo,azeite,manteiga,margarina )Proteínas (leite,queijo,carne ,peixe, ovos ); para além destes nutrientes energéticos , outros há que são fundamentais, como as vitaminas , os sais minerais e as fibras. São regras básicas de uma alimentação equilibrada:
«««Comer grande variedade de alimentos respeitando os diversos grupos alimentares e não ingerir apenas alimentos de um só grupo.
«««Manter um peso saudável de acordo com a altura. A manutenção de um peso saudável , ao longo da vida, ajuda a reduzir a probabilidade de ocorrência de doenças.
«««Controlar a ingestão de gorduras.
«««Utilize o sal em mínima quantidade, substituindo-o por ervas aromáticas. O sal é o causador da hipertensão.
«««Faça uma dieta rica em legumes, frutas e leguminosas (ervilhas, favas, feijões etc).
«««Modere as bebidas alcoólicas e os refrigerantes com açúcares, São bebidas com muitas calorias e valor nutritivo quase nulo.
«««Álcool ,chá preto e café podem provocar dependência e perturbações.
«««Beba muita água que tem zero calorias e não engorda, contrariamente ao que muita gente pensa.

Eu morei em Lorena sp terra boa de gente boa ...

                                  
   O bairro Cabelinha em Lorena
O bairro da Cabelinha, em Lorena, SP, está localizado numa zona urbana periférica, iniciando na Rua Antonino Rosa Jr e indo até o início da estrada que liga a outro bairro, o Ponte Nova. O bairro da Cabelinha é limitado ao norte pelo Rio Paraíba do Sul; a leste pela Estrada do Aterro que dá acesso ao bairro da Ponte Nova e saída para a cidade de Piquete; ao sul, pela Rua Antonino Rosa Jr (alguns dizem que esta rua ainda faz parte do bairro e a rua ao sul seria então, a 21 de Abril) e à oeste, do outro lado do rio Paraíba, pela Estrada Municipal que liga Lorena à Guaratinguetá. O bairro da Cabelinha é um dos mais antigos da cidade de Lorena. A capela de São Sebastião que existe no bairro data do começo do século XIX.  Outros elementos encontrados no entorno do bairro são: campos, várzea, mato ciliar, aterros realizados para construção da antiga estrada de ferro Lorena/Piquete atualmente desativada, tendo seus trilhos sido removidos e transformado o aterro em estrada de terra utilizada para caminhadas. O outro aterro funciona a estrada de saída da cidade para o bairro da Ponte Nova e para Piquete e sul de Minas. No entorno do bairro, perto do atual leito do rio Paraíba, em grande área, o Governo do Estado construiu três grandes piscinões de concreto para receber todo o esgoto da cidade e ser devidamente tratado, antes de ser lançado ao rio. Ao longe, nota-se o contorno azulado da serra da Mantiqueira, com seus elevados picos. 
No bairro Cabelinha, no início do século XX havia várias chácaras que depois foram loteadas, algumas com casarões antigos, existindo ainda, restaurado, o velho casarão chamado de “Palácio das águias”. O bairro é uma área residencial por não possuir indústrias, tendo em sua história possuído uma pequena fábrica de material dentário e olarias. Atualmente possui apenas pequenas lojas de comércio como uma padaria, bares, quitandas, vídeo locadoras, bicicletaria, igreja de São Sebastião, etc. 

O bairro da Cabelinha está localizado no interior de um meandro antigo do Rio Paraíba que há muitos anos está seco devido à retificação do rio. Porém, as terras de várzea, mais baixas desse antigo leito do rio, alagadiças em épocas de cheia do rio, sempre impediram que o bairro se expandisse e se desenvolvesse além dos limites atuais. Mais tarde o rio foi retificado em seus meandros deixando de passar perto do do bairro, mas nos dias atuais ainda se pode constatar o antigo leito do rio, ao lado da estrada que liga o bairro  ao bairro da Ponte Nova e a continuação do antigo leito do rio na região do bairro Nova Lorena, no entorno do CSU. Atualmente, com o leito retificado e mais reto, o rio está há uns três quilômetros do bairro livrando-o das enchentes. Em frente à escola do bairro (Escola Prof. Prudente de Aquino), existe ainda uma vila de casas iguais que são as antigas casas de madeira de funcionários da Prefeitura, a maioria já reformada e reconstruída com alvenaria.
No início do século XX o bairro foi gradativamente sendo ocupado por famílias de operários mais humildes que construíram suas casas de madeiras em níveis mais elevados do chão para evitar as enchentes. Nesse bairro, fixaram-se, também, outros operários que trabalhavam na Fábrica Presidente Vargas, em Piquete, já que o ramal do trem que os levava para o trabalho, passava pelo entorno do bairro, tendo inclusive ponto de parada do trem.
O processo de urbanização do bairro foi, portanto, retardado devido à proximidade do leito do rio e as terras serem baixas, o que provocava constantes alagamentos. O povoamento efetivo do bairro só se iniciou realmente, depois da construção da ponte sobre o rio Paraíba (conhecida como Ponte Nova), na última década do século XIX, quando a cidade ganhou água canalizada cujos canos que trazem a água, são vistos ao lado dessa ponte. Nessa época ainda era um povoamento disperso, em chácaras ao longo das ruas Manoel Prudente e Bernardino de Campos. Um grande impulso foi dado com a construção do aterro do ramal da linha de ferro Lorena/Piquete sobre a várzea e do aterro para a construção do ramal rodoviário da estrada de saída para Piquete e para o Estado de Minas Gerais. Esses aterros também serviram de barreira contra as eventuais enchentes do rio Paraíba.
As casas atuais do bairro, de alvenaria, foram construídas juntas, parede a parede, apresentando um aspecto diferente do resto da cidade, onde entre as casas há sempre um espaço. Nas casas do bairro, as portas e janelas abrem-se diretamente para a calçada, não havendo recuo das casas em relação à calçada, aspecto também que caracteriza o bairro, dando uma aparência diferente em relação aos outros bairros da cidade, onde as casas foram construídas com algum recuo da calçada.
        
Um outro aspecto característico do bairro, e que o diferencia, também, de outros locais da cidade de Lorena é que em sua praça, ao final da rua Manoel Prudente, em frente ao postinho de saúde do bairro, há uma enorme e centenária figueira, de tronco e copa amplos.
Historicamente, o bairro da Cabelinha surgiu devido às atividades realizadas pelo Matadouro Municipal que estava localizado em parte do terreno onde, atualmente, está a escola municipal do bairro. O Matadouro não mais existe no bairro, tendo sido transferido para outro local mais afastado da cidade.
Várias gerações da comunidade já estudaram na escola municipal do bairro e não houve muita mudança de perfil quanto ao nível sócio-econômico, já que a maioria dos moradores do bairro continua sendo formada por operários de fábricas, empregados do comércio ou da Prefeitura, sendo um bairro de classe média baixa, atualmente com casas térreas em sua maioria, casas mais humildes, havendo uma ou outra casa de dois andares e algumas casas de melhor aparência.
            A origem do nome do bairro Cabelinha teria surgido em decorrência de existir por esses lados uma jovem muito bonita, de belíssimos cabelos e conhecida como “Cabelinha”. Ela ficou famosa porque era muito bonita e foi achada morta em uma das valas existentes no bairro, tendo sido enforcada. Alguns antigos moradores contavam que onde ela foi enterrada saíam fios de cabelos da sepultura.
Obs. Pesquisa feita pela Profª Vera Lucia Ramos de Oliveira, que lecionou por vários anos na Escola prof. Prudente de Aquino e reside no bairro; esposa do escritor Antonio de Andrade.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Amor a vida.......

A porta de um dos quartos na Unidade de Terapia Semi-Intensiva, no 1º andar do prédio do Instituto de Ortopedia e Traumatismo do Hospital das Clínicas (HC), na Zona Oeste de São Paulo, é aberta e uma funcionária diz "boa tarde" aos pacientes. Eliana e Paulo respondem em coro e depois riem . 

 
Instalados em camas hospitalares automatizadas, cada uma em uma extremidade do quarto, os dois começam a conversar como se estivessem em casa. E, de fato, estão. Do lado dele, em frente à cama, um computador com dois processadores, HD de 700 GB e 2 GB de memória e um celular com jogos. Na estante em frente, entre os DVDs, a trilogia do “Senhor dos Anéis” e todos os filmes “Matrix”, “Indiana Jones” e “Star Wars”. Na parede, cartazes de filmes e uma pintura de Darth Vader (vilão de Star Wars). 

Do lado dela, vários bibelôs, caixinhas, fotos, bijuterias e um bebê “reborn”, boneco que parece real. “Bianca”, diz Eliana em referência ao nome da boneca adquirida há um ano em uma feira de artesanato. O quarto de uma mulher bem vaidosa. 

Diferentemente dos outros pacientes do instituto, Eliana Zagui, de 33 anos, e Paulo Henrique Machado, de 40, moram no hospital. Ela vive no local desde os 2 anos e ele, desde 1 ano. Ambos precisam da ajuda de máquinas para respirar, pois ficaram com seqüelas de poliomielite. Ele ficou paraplégico e ela, tetraplégica. 

Eliana conta que nasceu em uma família muito pobre, que até hoje vive em Guariba, a 337 km de São Paulo. Os pais não tinham condições de pagar pelo tratamento e a deixaram no hospital. Paulo chegou ao local doente, após a morte da mãe.

 Nova casa
Mas eles conseguiram superar a distância dos pais e as limitações causadas pela doença. Transformaram o ambiente inóspito do hospital em um quarto aconchegante, que batizaram de casa – e que até a sexta-feira (11) ainda mantinha a decoração de Natal, com vários presentinhos e bonecos de neve pendurados na parede, presépio e árvore de Natal – e desenvolveram o talento nato que possuíam encontrando prazer e fonte de renda. 
Foto: Patrícia Araújo/G1
Paulo mostra o DVD do primeiro filme a que assistiu em um cinema
Autodidata em informática, Paulo conta que ganhou o primeiro computador em 1992. De lá para cá, incluindo três máquinas pifadas pelo caminho "devido à curiosidade excessiva”, ele se transformou em “webdesigner”, com vários sites vendidos. Agora, o desafio é ainda maior. Há quatro anos ele descobriu o que queria mudar de profissão. 

Fã de cinema, principalmente de ação, ficção científica e animação, ele descobriu no mundo dos efeitos especiais o que queria fazer. Montou então um novo computador, o atual, apenas para que ele tivesse capacidade suficiente para rodar um programa de animação gráfica. Orgulhoso, ele mostra um dragão em movimento e um helicóptero criados por ele. “Quero trabalhar com isso. É meu sonho. Sei que tenho muito o que aprender, mas quero muito”. Enquanto o sonho não se realiza, ele promete continuar alimentando a fonte de inspiração, o cinema. Com menos restrições físicas do que Eliana, Paulo tem autorização para sair às vezes do hospital, podendo ficar longe das máquinas de respiração artificial por até dez horas. “Vou ao cinema. Quero ir pelo menos quatro vezes por mês”. 

Foto: Patrícia Araújo/G1
Eliana ao lado da boneca reborn "Bianca", comprada há um ano
 Pintora
Do outro lado do quarto, Eliana executa movimentos rápidos e logo a tela em sua frente vai se transformando em uma paisagem de céu azul. Aos 8 anos, com a ajuda de voluntários, ela descobriu a pintura. Primeiro trabalhou no papel, depois na madeira e, por fim, conheceu as telas, tudo feito com a boca. Em 12 anos trabalhando apenas com quadros ela diz já ter feito mais de 100 trabalhos, alguns deles vendidos na Suíça. 

Entre uma e outra tela, ela sempre reserva um tempinho para pintar potes e pequenas caixas decorativas, que vende para o pessoal do hospital e para visitas. Sorridente, Eliana sintetiza a vida que leva com Paulo no hospital: “é como em todo lugar, tem seus altos e baixos”. Chamando Paulo de irmão, ela diz que tem uma relação equilibrada com o pessoal do instituto, com pessoas que adora e outras que “nem tanto assim”. “É como todo mundo diz: você não escolhe, família é aquilo que Deus dá. Também foi o nosso caso”, completa sorrindo.