teste

Olá estou formulando uma enquete para saber quais tipos de assuntos e dicas para assim melhorar nossa comunicação , pesso por gentileza que mandem um email para .......andreexploid09@gmail.com.......

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Somos o que comemos ....


Cada vez mais estudos científicos asseguram o princípio naturista de que "somos o que comemos". Boa parte do funcionamento dos nervos que percorrem nosso corpo e dos neurônios que dão vida a nosso cérebro depende dos carboidratos, das gorduras, da proteína e dos nutrientes que colocamos na boca.
Nossos pensamentos, atitudes, condutas e estados de ânimo não só se alimentam de nossas experiências pessoais, familiares e sociais, mas também das comidas e bebidas que ingerimos, que influenciam nossa bioquímica cerebral. Uma olhada nas últimas pesquisas sobre a conexão mente-estômago sugere que, comendo melhor, nos sentimos melhor, além de economizarmos muitas visitas ao médico.
A fibra levanta o ânimo. Esta substância vegetal, que está presente em verduras, cereais, frutas e legumes e que regula o trabalho intestinal, previne a obstrução beneficia nossa saúde psicológica e atividade mental. Para o médico José Cidón Madrigal, homeopata especialista em nutrição, "tudo o que ocorre ao aparelho digestivo e ao intestino repercute no resto do organismo: se eles estão limpos e funcionam bem, o corpo também; se não funcionam bem, podem gerar estados depressivos ou psicopatológicos".
"Se essa vassoura que é a fibra varrer o intestino e ajudar a eliminar as toxinas e os resíduos que se acumulam e passam para o sangue, nos sentiremos muito melhor", assinala o especialista. "Uma dieta baixa em fibra faz com que as toxinas passem para o sangue originando uma autointoxicação que causa dor de cabeça, tristeza, desânimo, cansaço, nervosismo e irritabilidade, condições que melhoram colocando fibra na dieta", assinala
Como todos os seres vivos, o homem necessita de alimentos mas a maioria das pessoas come mal ; uns comem em demasia,outros passam fome ou cometem erros alimentares que provocam doenças. Os especialistas afirmam que a genética será a arma para recuperar as imunidades perdidas por doenças oriundas de erros alimentares mas, até essa solução chegar, a estratégia é adoptar hábitos de vida saudáveis. Dormir as horas necessárias, fazer exercício físico regularmente, ter uma alimentação equilibrada, não fumar e restringir ao máximo o consumo de álcool,constituem a melhor estratégia para conservar a saúde. Claro que ninguém está a salvo de contrair uma doença por herança genética, ter o seu envelhecimento natural, variações hormonais ,etc ,etc, mas podemos minimizar os factores de risco. Como alguém dizia : a vida é como um jogo de cartas ; a cada um de nós foi dado um conjunto de cartas (genes) mas, dependendo da forma como se jogam as cartas que possuímos, assim o resultado da partida pode ser bom ou mau. A alimentação certa, para além das suas características nutricionais , é uma ferramenta que pode destruir os radicais livres que tornam as células doentes. Está provado que uma má alimentação proteica, como acontece em países subdesenvolvidos ,está ligada a morte por infecções , o que também acontece em hospitais e lares nos quais os idosos deixaram de comer. A interacção entre nutrição e imunidade sugere a possibilidade de prevenir doenças através da alimentação. Todos os nutrientes têm importância, sejam os ácidos gordos omega 3, os sais minerais, as vitaminas ,os anti oxidantes e os alimentos pré e pró bióticos como as fibras vegetais e bactérias dos iogurtes. No caso dos antioxidantes que fazem desaparecer os radicais livres o mais importante está no azeite que também tem propriedades anti-inflamatórias e anti-cancerígenas , por possuir polifenois. Já que falàmos em radicais livres e anti-oxidantes vejamos o que são : RADICAIS LIVRES são elementos produzidos no processo respiratório e resultam da transformação de cerca de 3% do oxigénio inspirado. Esta pequena quantidade de radicais livres libertada no sangue tem efeito benéfico pois combate as bactérias e vírus do organismo, mas a poluição ambiental,o stress, o tabagismo ,o sedentarismo , uma alimentação rica em açúcares e gordura e a prática de exercícios físicos intensos levam a uma produção exagerada de radicais livres o que já é prejudicial, pois oxidam as células. É desta forma que surgem doenças degenerativas como a atenosesclerose ,hipertensão, diabetes, cataratas, Alzheimer , cancro ,artrite.Parkinson, etc. Como já dissemos os radicais livres são destruídos pelos anti-oxidantes que se encontram em vários alimentos, conjuntamente com as vitaminas e sais minerais. Uma alimentação rica em fruta, legumes,hortaliças e cereais integrais fornecem os anti-oxidantes necessários se bem que outros alimentos possuidores de vitaminas C e E , zinco, selénio, luteína e betacaroteno, complementem a dose ideal de anti-oxidantes. Considerando que o ritmo da vida moderna não permite uma alimentação racional e equilibrada, muitas empresas farmacêuticas lançam campanhas para vender suplementos minero-vitamínicos anti-oxidantes para compensar as deficiências. Estas campanhas nas revistas e televisões podem levar a excessos de efeito contrário ao desejado, pelo que se recomenda sempre um acompanhamento de médico especialista.Vejamos agora o que entendemos por alimentação racional cuja palavra chave é "equilíbrio " ou seja,a ingestão de uma grande variedade de alimentos em quantidades adequadas ao consumo de energia diária do nosso corpo, não esquecendo que a abundância ou escassez de qualquer nutriente pode levar ao desequilíbrio e originar problemas de saúde. A energia que consumimos é fornecida por três grupos de alimentos que apresentamos por ordem de importância: Hidratos de Carbono (massas, bolos, bolachas, pão ,arroz, batata, fruta) ;Gorduras (óleo,azeite,manteiga,margarina )Proteínas (leite,queijo,carne ,peixe, ovos ); para além destes nutrientes energéticos , outros há que são fundamentais, como as vitaminas , os sais minerais e as fibras. São regras básicas de uma alimentação equilibrada:
«««Comer grande variedade de alimentos respeitando os diversos grupos alimentares e não ingerir apenas alimentos de um só grupo.
«««Manter um peso saudável de acordo com a altura. A manutenção de um peso saudável , ao longo da vida, ajuda a reduzir a probabilidade de ocorrência de doenças.
«««Controlar a ingestão de gorduras.
«««Utilize o sal em mínima quantidade, substituindo-o por ervas aromáticas. O sal é o causador da hipertensão.
«««Faça uma dieta rica em legumes, frutas e leguminosas (ervilhas, favas, feijões etc).
«««Modere as bebidas alcoólicas e os refrigerantes com açúcares, São bebidas com muitas calorias e valor nutritivo quase nulo.
«««Álcool ,chá preto e café podem provocar dependência e perturbações.
«««Beba muita água que tem zero calorias e não engorda, contrariamente ao que muita gente pensa.

Eu morei em Lorena sp terra boa de gente boa ...

                                  
   O bairro Cabelinha em Lorena
O bairro da Cabelinha, em Lorena, SP, está localizado numa zona urbana periférica, iniciando na Rua Antonino Rosa Jr e indo até o início da estrada que liga a outro bairro, o Ponte Nova. O bairro da Cabelinha é limitado ao norte pelo Rio Paraíba do Sul; a leste pela Estrada do Aterro que dá acesso ao bairro da Ponte Nova e saída para a cidade de Piquete; ao sul, pela Rua Antonino Rosa Jr (alguns dizem que esta rua ainda faz parte do bairro e a rua ao sul seria então, a 21 de Abril) e à oeste, do outro lado do rio Paraíba, pela Estrada Municipal que liga Lorena à Guaratinguetá. O bairro da Cabelinha é um dos mais antigos da cidade de Lorena. A capela de São Sebastião que existe no bairro data do começo do século XIX.  Outros elementos encontrados no entorno do bairro são: campos, várzea, mato ciliar, aterros realizados para construção da antiga estrada de ferro Lorena/Piquete atualmente desativada, tendo seus trilhos sido removidos e transformado o aterro em estrada de terra utilizada para caminhadas. O outro aterro funciona a estrada de saída da cidade para o bairro da Ponte Nova e para Piquete e sul de Minas. No entorno do bairro, perto do atual leito do rio Paraíba, em grande área, o Governo do Estado construiu três grandes piscinões de concreto para receber todo o esgoto da cidade e ser devidamente tratado, antes de ser lançado ao rio. Ao longe, nota-se o contorno azulado da serra da Mantiqueira, com seus elevados picos. 
No bairro Cabelinha, no início do século XX havia várias chácaras que depois foram loteadas, algumas com casarões antigos, existindo ainda, restaurado, o velho casarão chamado de “Palácio das águias”. O bairro é uma área residencial por não possuir indústrias, tendo em sua história possuído uma pequena fábrica de material dentário e olarias. Atualmente possui apenas pequenas lojas de comércio como uma padaria, bares, quitandas, vídeo locadoras, bicicletaria, igreja de São Sebastião, etc. 

O bairro da Cabelinha está localizado no interior de um meandro antigo do Rio Paraíba que há muitos anos está seco devido à retificação do rio. Porém, as terras de várzea, mais baixas desse antigo leito do rio, alagadiças em épocas de cheia do rio, sempre impediram que o bairro se expandisse e se desenvolvesse além dos limites atuais. Mais tarde o rio foi retificado em seus meandros deixando de passar perto do do bairro, mas nos dias atuais ainda se pode constatar o antigo leito do rio, ao lado da estrada que liga o bairro  ao bairro da Ponte Nova e a continuação do antigo leito do rio na região do bairro Nova Lorena, no entorno do CSU. Atualmente, com o leito retificado e mais reto, o rio está há uns três quilômetros do bairro livrando-o das enchentes. Em frente à escola do bairro (Escola Prof. Prudente de Aquino), existe ainda uma vila de casas iguais que são as antigas casas de madeira de funcionários da Prefeitura, a maioria já reformada e reconstruída com alvenaria.
No início do século XX o bairro foi gradativamente sendo ocupado por famílias de operários mais humildes que construíram suas casas de madeiras em níveis mais elevados do chão para evitar as enchentes. Nesse bairro, fixaram-se, também, outros operários que trabalhavam na Fábrica Presidente Vargas, em Piquete, já que o ramal do trem que os levava para o trabalho, passava pelo entorno do bairro, tendo inclusive ponto de parada do trem.
O processo de urbanização do bairro foi, portanto, retardado devido à proximidade do leito do rio e as terras serem baixas, o que provocava constantes alagamentos. O povoamento efetivo do bairro só se iniciou realmente, depois da construção da ponte sobre o rio Paraíba (conhecida como Ponte Nova), na última década do século XIX, quando a cidade ganhou água canalizada cujos canos que trazem a água, são vistos ao lado dessa ponte. Nessa época ainda era um povoamento disperso, em chácaras ao longo das ruas Manoel Prudente e Bernardino de Campos. Um grande impulso foi dado com a construção do aterro do ramal da linha de ferro Lorena/Piquete sobre a várzea e do aterro para a construção do ramal rodoviário da estrada de saída para Piquete e para o Estado de Minas Gerais. Esses aterros também serviram de barreira contra as eventuais enchentes do rio Paraíba.
As casas atuais do bairro, de alvenaria, foram construídas juntas, parede a parede, apresentando um aspecto diferente do resto da cidade, onde entre as casas há sempre um espaço. Nas casas do bairro, as portas e janelas abrem-se diretamente para a calçada, não havendo recuo das casas em relação à calçada, aspecto também que caracteriza o bairro, dando uma aparência diferente em relação aos outros bairros da cidade, onde as casas foram construídas com algum recuo da calçada.
        
Um outro aspecto característico do bairro, e que o diferencia, também, de outros locais da cidade de Lorena é que em sua praça, ao final da rua Manoel Prudente, em frente ao postinho de saúde do bairro, há uma enorme e centenária figueira, de tronco e copa amplos.
Historicamente, o bairro da Cabelinha surgiu devido às atividades realizadas pelo Matadouro Municipal que estava localizado em parte do terreno onde, atualmente, está a escola municipal do bairro. O Matadouro não mais existe no bairro, tendo sido transferido para outro local mais afastado da cidade.
Várias gerações da comunidade já estudaram na escola municipal do bairro e não houve muita mudança de perfil quanto ao nível sócio-econômico, já que a maioria dos moradores do bairro continua sendo formada por operários de fábricas, empregados do comércio ou da Prefeitura, sendo um bairro de classe média baixa, atualmente com casas térreas em sua maioria, casas mais humildes, havendo uma ou outra casa de dois andares e algumas casas de melhor aparência.
            A origem do nome do bairro Cabelinha teria surgido em decorrência de existir por esses lados uma jovem muito bonita, de belíssimos cabelos e conhecida como “Cabelinha”. Ela ficou famosa porque era muito bonita e foi achada morta em uma das valas existentes no bairro, tendo sido enforcada. Alguns antigos moradores contavam que onde ela foi enterrada saíam fios de cabelos da sepultura.
Obs. Pesquisa feita pela Profª Vera Lucia Ramos de Oliveira, que lecionou por vários anos na Escola prof. Prudente de Aquino e reside no bairro; esposa do escritor Antonio de Andrade.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Amor a vida.......

A porta de um dos quartos na Unidade de Terapia Semi-Intensiva, no 1º andar do prédio do Instituto de Ortopedia e Traumatismo do Hospital das Clínicas (HC), na Zona Oeste de São Paulo, é aberta e uma funcionária diz "boa tarde" aos pacientes. Eliana e Paulo respondem em coro e depois riem . 

 
Instalados em camas hospitalares automatizadas, cada uma em uma extremidade do quarto, os dois começam a conversar como se estivessem em casa. E, de fato, estão. Do lado dele, em frente à cama, um computador com dois processadores, HD de 700 GB e 2 GB de memória e um celular com jogos. Na estante em frente, entre os DVDs, a trilogia do “Senhor dos Anéis” e todos os filmes “Matrix”, “Indiana Jones” e “Star Wars”. Na parede, cartazes de filmes e uma pintura de Darth Vader (vilão de Star Wars). 

Do lado dela, vários bibelôs, caixinhas, fotos, bijuterias e um bebê “reborn”, boneco que parece real. “Bianca”, diz Eliana em referência ao nome da boneca adquirida há um ano em uma feira de artesanato. O quarto de uma mulher bem vaidosa. 

Diferentemente dos outros pacientes do instituto, Eliana Zagui, de 33 anos, e Paulo Henrique Machado, de 40, moram no hospital. Ela vive no local desde os 2 anos e ele, desde 1 ano. Ambos precisam da ajuda de máquinas para respirar, pois ficaram com seqüelas de poliomielite. Ele ficou paraplégico e ela, tetraplégica. 

Eliana conta que nasceu em uma família muito pobre, que até hoje vive em Guariba, a 337 km de São Paulo. Os pais não tinham condições de pagar pelo tratamento e a deixaram no hospital. Paulo chegou ao local doente, após a morte da mãe.

 Nova casa
Mas eles conseguiram superar a distância dos pais e as limitações causadas pela doença. Transformaram o ambiente inóspito do hospital em um quarto aconchegante, que batizaram de casa – e que até a sexta-feira (11) ainda mantinha a decoração de Natal, com vários presentinhos e bonecos de neve pendurados na parede, presépio e árvore de Natal – e desenvolveram o talento nato que possuíam encontrando prazer e fonte de renda. 
Foto: Patrícia Araújo/G1
Paulo mostra o DVD do primeiro filme a que assistiu em um cinema
Autodidata em informática, Paulo conta que ganhou o primeiro computador em 1992. De lá para cá, incluindo três máquinas pifadas pelo caminho "devido à curiosidade excessiva”, ele se transformou em “webdesigner”, com vários sites vendidos. Agora, o desafio é ainda maior. Há quatro anos ele descobriu o que queria mudar de profissão. 

Fã de cinema, principalmente de ação, ficção científica e animação, ele descobriu no mundo dos efeitos especiais o que queria fazer. Montou então um novo computador, o atual, apenas para que ele tivesse capacidade suficiente para rodar um programa de animação gráfica. Orgulhoso, ele mostra um dragão em movimento e um helicóptero criados por ele. “Quero trabalhar com isso. É meu sonho. Sei que tenho muito o que aprender, mas quero muito”. Enquanto o sonho não se realiza, ele promete continuar alimentando a fonte de inspiração, o cinema. Com menos restrições físicas do que Eliana, Paulo tem autorização para sair às vezes do hospital, podendo ficar longe das máquinas de respiração artificial por até dez horas. “Vou ao cinema. Quero ir pelo menos quatro vezes por mês”. 

Foto: Patrícia Araújo/G1
Eliana ao lado da boneca reborn "Bianca", comprada há um ano
 Pintora
Do outro lado do quarto, Eliana executa movimentos rápidos e logo a tela em sua frente vai se transformando em uma paisagem de céu azul. Aos 8 anos, com a ajuda de voluntários, ela descobriu a pintura. Primeiro trabalhou no papel, depois na madeira e, por fim, conheceu as telas, tudo feito com a boca. Em 12 anos trabalhando apenas com quadros ela diz já ter feito mais de 100 trabalhos, alguns deles vendidos na Suíça. 

Entre uma e outra tela, ela sempre reserva um tempinho para pintar potes e pequenas caixas decorativas, que vende para o pessoal do hospital e para visitas. Sorridente, Eliana sintetiza a vida que leva com Paulo no hospital: “é como em todo lugar, tem seus altos e baixos”. Chamando Paulo de irmão, ela diz que tem uma relação equilibrada com o pessoal do instituto, com pessoas que adora e outras que “nem tanto assim”. “É como todo mundo diz: você não escolhe, família é aquilo que Deus dá. Também foi o nosso caso”, completa sorrindo.

sábado, 7 de abril de 2012

Eu tenho um fusca.....

 
Se, muitas vezes, a era entre a I Guerra Mundial, de 1914 a 1918, e a Grande Depressão, em 1929, tem sido narrada em termos de luxuosos carros americanos, melindrosas e cartolas, a época imediatamente anterior à II Guerra pode ser descrita como um período que concretizou os sonhos de criadores geniais, como o autodidata Ferdinand Porsche, o criador do Fusca, da Volkswagen. Ao contrário dos demais fabricantes europeus de veículos, que em meados dos anos 20 ainda julgavam o automóvel um artigo de luxo - e ao mesmo tempo em que os americanos Ramson E. Olds e Henry Ford quebravam a cabeça para construir carros que atendessem a um mercado de massa - Porsche pensava num carro prático, simples e barato.
Esse é, em resumo, o conteúdo desse livro de Alexander Gromow, não só um apaixonado, mas como um profundo conhecedor do Volkswagen automóvel e da Volkswagen AG, a fabricante desse fenômeno do consumo.
Mas o livro não traz apenas a saga desse veículo que muitos acharam de péssimo gosto, quando lançado - numa época em que a fealdade dominava o mundo - mas que revolucionou a indústria automotiva, rompendo todas as barreiras que impediam seu avanço, suscitou os mais sisudos estudos nos idiomas mais inaccessíveis e impôs-se como um caso único de aceitação popular em todo o mundo.
Um fenômeno, aliás, tão mais impressionante quando se considera que o Fusca, que começou a ser projetado na garagem da casa de Porsche (e que, depois, atenderia às ambições megalomaníacas de Adolf Hitler, em pleno Terceiro Reich, rodando hoje, impávido, em todos os países), faz parte definitivamente da história universal do século XX e ingressa no novo milênio com imenso prestígio.
Esse sucesso é tão mais inacreditável quando se percebe que a ligação fundamental do austríaco Ferdinand Porsche – tão austríaco quanto o Führer Adolf Hitler – talvez fosse mais com o carro do que com aquilo que se define hoje, algo nebulosamente, como mercado consumidor de automóveis.
Mas esse livro vai além: num pano de fundo, mostra como Hitler tentara buscar caminhos que pelo menos equiparassem o seu país às nações desenvolvidas, durante o Terceiro Reich, e como a Alemanha tentava se reerguer política, social e economicamente da derrota na II Guerra Mundial a partir da primeira metade de 1948, sob o governo de Konrad Adenauer, antigo prefeito de Colônia,
A partir da epopéia Volkswagen, que se ramificou no Brasil, com efeitos benéficos e permanentes sobre a indústria automotiva e a economia nacional, aqui se terá um retrato do País nos anos 50 (em 1959, o primeiro Fusca nacional saiu da linha de produção), 60 e 70 (época do “milagre brasileiro”) até o pico de 1972, quando, após atingir vendas de 223. 455 unidades, suas vendas cairiam para 44.456 unidades, em 1985. No Brasil, o Fusca começou a se converter em realidade em 1949, época em que o povo cantava nas ruas os sucessos carnavalescos "Chiquita Bacana", de João de Barro, e fotos do carro já vinham saindo nas revistas ilustradas. Nesse ano, a Volkswagen e a Chrysler fechariam acordo pelo qual a última cederia suas concessionárias fora da América do Norte para revender Fuscas e a Volkswagen completaria a oferta de carros Chrysler.
Ainda em 1949, quando todo se mobilizavam para ver os jogos a Copa do Mundo, a empresa brasileira Companhia Geral Distribuidora Brasmotor, hoje Multibrás, faria gestões junto à Chrysler para vender Fuscas prontos no País e, logo em seguida, dar início à montagem desses veículos, a partir de kits desmontados, os CKDs, para se chegar à fábrica, em São Bernardo do Campo.
Embora, hoje, seja extremamente difícil reconstituir todas as circunstâncias em que ocorreram essas negociações, que levariam mais tarde à democratização do automóvel no País (há diferentes versões de vários historiadores), o fato é que o Fusca – graças também à identificação fácil da marca e do design – impôs seu estilo de uso doméstico devido aos seus padrões de eficiência, economia, robustez e qualidade.
Mas o que se conta nesse livro não é também apenas a história desse veículo que fendeu de alto a baixo a imagem do Brasil urbano, mas as dificuldades que precisou enfrentar em função dos problemas econômicos do país, com inflação, recessão econômica e, em particular, várias crises da indústria automobilística nacional.
Para se ter idéia da importância da penetração do Fusca no País, bastaria lembrar que a indústria automobilística, que produziu, durante anos, um milhão de carros/ano, incentivada pelo lançamento dos carros populares (vendidos a US$ 7 mil) passou a produzir 1,3 milhão de veículos, em 1993, depois que o presidente Itamar Franco pediu a volta da fabricação do popular “Besouro” - e esse salto ocorreu quase que de um ano para o outro (a produção do Fusca tinha sido paralisada em 1986).
Num setor onde as pesquisas nem sempre são atualizadas e onde a história do País se perde por falta de quem se dê ao trabalho de contá-la, o trabalho de Alexander Gromow, ex-presidente do Clube do Fusca, pesquisador incansável e verdadeiro fanático por esse veículo e pela marca – ganha importância fundamental para quem se dispõe a viajar na saga do Fusca.
Sem esse trabalho, seria impossível avaliar as repercussões econômicas e sociais do carro de Ferdinand Porsche. Seria salutar e até indispensável, como o autor afirma modestamente na introdução da obra, que os leitores que já tiveram um Fusca – presume-se que, praticamente todos os brasileiros com mais de 40 anos tenham aprendido a dirigir num Fusca – tornem-se também construtores da sua história, contribuindo para tornar mais completa a pesquisa do fuscamaníaco Alexander Gromow. Afinal, um livro, quando sai das mãos de quem o escreveu e publicou, passa a ser como uma propriedade de seus leitores.
Certamente, também foi esse o espírito do visionário, pioneiro, autodidata e doutor honoris causa Ferdinand Porsche quando pensou, sentiu, concebeu e estruturou o Fusca um pouco antes de a Alemanha ficar empobrecida pelas conseqüências de uma guerra e de uma derrota que levaria o país a ajoelhar-se e humilhar-se perante os vencedores.
Na saga do Fusca, um de seus momentos mais incríveis é quando, logo depois da segunda guerra e da segunda derrota, esse veículo começa a renascer numa fábrica destruída pelos bombardeios e, espalhando-se pelo mundo, levaria aos limites máximos a lenda alemã, que ainda perdura em muitos setores, de ter produtos de qualidade, resistentes, robustos e simples.
Mas uma dos pontos que mais atrai no trabalho de Alexander Gromow, que escolheu o 22 de junho para o “Dia Mundial do Fusca” (oficializado em junho de 1995 no célebre encontro de Fuscas Antigos de Bad Camberg, na Alemanha, depois de uma campanha internacional entre Fuscamaníacos de cinco continentes), é o fato de a história do Fusca soar como uma ficção que, na verdade, está fortemente presente em nosso cotidiano.
Por qual motivo eu amo fusca...

1º motivo: custo benefício

9 motivos fuscaComeço pelo motivo mais óbvio, custo benefício, é mais barato ter um carro antigo ou um carro novo, no caso um Fusca. É muito mais em conta, porém com algumas ressalvas. Não é qualquer Fusca que tem manutenção barata. Um Fusca da década de 50 com motor e caixa original pode trazer alguma dor de cabeça na hora da retifica ou manutenção, já modelos mais recentes como de 70 são bem mais simples. E o custo de um Fusca é bem menor que um outro carro mais novo, em geral.
Exemplo: Um Fusca que custa uns R$ 6mil com certeza está em melhores condições que um Uno no mesmo valor.
Outra comparação é saber que esse Fusca de 6 mil vai a qualquer lugar que um carro zero de R$ 30 mil vai.

2º motivo: relativa economia

9 motivos fuscaO Fusca nunca foi o carro mais econômico do mercado, nem em seu tempo, pode ser que por algum momento onde a importação estava proibida ou quando teve a crise do petróleo, o Fusca tenha sido a melhor opção de carro econômico. Hoje temos carros novos que com alta tecnologia e injeção eletrônica fazem mágica com o combustível, mas mesmo assim um fusquinha 1300 bem regulado pode andar bem e gastar pouco combustível.
Já no meu caso a economia é maior, instalei um kit GNV no Fusca, em breve farei um tópico sobre Fusca com GNV. Já tive outros carros com GNV, mas a economia do Fusca é absurda.
Resumindo, o Fusca pode não ser o carro mais econômico, mas também não é o mais beberrão.

3º motivo: velocidade reduzida

9 motivos fuscaAté um certo ponto de customização e regulagem um fusquinha mantém uma velocidade muito segura, ainda mais se o proprietário quiser mantê-lo o mais original possível. Passar de 110km/h em um 1300 é tarefa difícil e se levar em conta os pneus originais, dificilmente o motorista vai se aventurar em “alta” velocidade, isso pode ser um fator positivo, raramente se vê um Fusca acidentado por excesso de velocidade, e convenhamos para que pressa?
Muitos Fuscas são até muito potentes, um 1600, por exemplo, é um canhão, mas com o carinho que você terá pelo carro dificilmente irá colocá-lo em situações de risco.

4º motivo: teste de namorada e amigos

9 motivos fuscaEsse benefício é um tanto incomum, mas veja bem. Se você for um fusqueiro solteiro provavelmente quando começar um relacionamento será colocado à prova, piadinhas e insinuações viram a respeito do Fusca. Até chegar ao ponto da celebre frase “ou o Fusca ou eu!”. Graças ao Fusca você poderá testar a tolerância da sua namorada antes de se aventurar por um relacionamento mais sério. Por outro lado se sua namorada gostar muito do Fusca e acabar querendo comprar um só pra ela, case-se logo.
Quanto aos amigos é o seguinte, experimente estacionar o Fusca próximo a uma roda de amigos, comece pelos comentários que farão respeito do carro e termine a amizade com aquele que se apoiar no capô e colocar o pé no para-choque.

5º motivo: manutenção

9 motivos fuscaTotalmente ligado ao item custo benefício, a dificuldade de manutenção de um Fusca, ou carro antigo qualquer, está proporcionalmente ligada a sua idade e popularidade.
A popularidade do Fusca é indiscutível, porém muitos Fuscas foram maltratados com o passar dos anos, então existe muito mercado para mecânico, mesmo assim o Fusca ainda possui uma manutenção relativamente barata. Um serviço prestado em um carro novo mesmo que seja simples pode ser mais caro que um serviço feito em um carro de tecnologia antiga, o item Especialização não aparece na nota fiscal de um serviço feito em um Fusca. Qualquer um sabe fazer um serviço no Fusca. A única ressalva é justamente essa: qualquer um “sabe” fazer um serviço no Fusca. Está cada vez mais difícil encontrar quem tope fazer um serviço no Fusca, ou ainda, um que saiba realmente fazer.

6º motivo: ser reconhecido

9 motivos fuscaÀs vezes não é um beneficio, mas ter um Fusca bem inteiro, reluzente e que chama atenção facilita ser reconhecido, eu mesmo toda semana encontro alguém que me viu em um determinado lugar, graças ao carro. Esses dias estava eu em um engarrafamento e um amigo apareceu, viu o carro e veio logo, é muito legal isso. Essa semana eu reconheci o carro de um amigo e fui falar com ele, estava de moto, e assim vai. Encontrar amigos ou ser encontrado pode render uma boa conversa e até mesmo uma carona em dias difíceis. Mas cuidado com saídas de motel, sempre tem alguém olhando.

7º motivo: ser a alegria das crianças

9 motivos fuscaPor mais de uma vez temos esse prazer, resgatando a infância que tivemos, mas inocente que as de hoje, crianças acenam de dentro do ônibus, das calçadas e até de dentro do C4 Pallas do pai. “olha mamãe que fusquinha bonito!”.
Isso realmente não tem preço, e se você responder de volta com uma buzinadinha e um aceno a criançada retribui com um sorriso espantado no rosto. Plantar o gosto dos fusquinhas nas crianças nos faz querer que elas sejam adultos mais saciáveis e menos inconsequentes que alguns adolescentes que estampam a primeira página dos jornais.

8º motivo: se sentir parte da história

9 motivos fuscaQuando você compra seu primeiro Fusca não espera o que vem em seguida. Se você cair de cabeça nesse mundo vai conhecer um carrinho bem simpático que fez parte da história mundial e da nossa história nacional. Conhecer varias curiosidades onde o Fusca esteve envolvido e se quiser ir mais fundo vai acabar querendo saber mais do ano de fabricação do seu Fusca, um dia você vai se ver folheando revistas de época e escutando musicas antigas.  Como conhecimento nunca é demais, você vai ver que aprender sobre o passado é muito bom, nos trazendo uma grande nostalgia, e se você assim como eu não viveu há 50, 40 anos (tenho 40) vai experimentar um sentimento de saudade do que não teve. Ao tentar resgatar esse passado de civilidade, convivência e respeito ao próximo, seria viagem minha pensar que isso nos faz ser pessoas melhores a cada dia?

9º motivo: fazer amigos

9 motivos fuscaVocê não iria lá falar com ele?
Sem dúvida o melhor de todos os motivos para se ter um Fusca. Se você não gosta de fazer amigos não compre um Fusca, ande de carro zero com película nos vidros. Não tem como explicar isso, apenas tendo um Fusca para saber. Posso enumerar dezenas de ocasiões próprias onde acabei criando amigos e que sem o Fusca não seria possível.
Todo santo dia que você usar seu Fusca terá a oportunidade de fazer amigos novos, bater um bom papo, ajudar ou ser ajudado por alguém. Basta está aberto a novas amizades.
- Pode ser do sujeito que vem querendo comprar seu carro;
- Pode ser da senhora que diz ter um igual há 20 anos;
- Pode ser do senhor que nunca viu na vida, mas te pega pelo braço para mostrar o Fusca dele;
- Pode vir do fusqueiro enrascado parado no acostamento que você parou para ajudar;
- Pode ser daquele que parou para te ajudar;
- Pode ser até daquele parente distante que ficou próximo, pois ele também tem um Fusca;
- E pode ser daquele sujeito do outro lado do pais que você conheceu pela internet que tem um Fusca igual ao seu e tem uma peça sobrando e faz questão de te enviar por Sedex, pois você precisa muito dela.
Enfim, a meu ver fazer amigos é o maior motivo para se ter um Fusca, seja ele original, mexido, zero bala ou caindo aos pedaços, Fusca é ímã de amigos.

sábado, 31 de março de 2012

Guerreiros do asfalto.......


Vida de motoboy“Desde garoto, me relacionar bem e conversar foi o meu forte. Não importa o local, motivo ou circunstância. Isto me agrada muito, pois me dá a oportunidade de aprender um pouco de tudo. Depois da  da gravidez da minha namorada , virei motoboy.


Considera-se os moto boy a escoria da sociedade  Personagem indefectível das grandes cidades brasileiras, o motoboy é o “anjo” que resolve os problemas da nossa falta de tempo e o “demônio” que raspa seu retrovisor e com sua buzina faz lembrar seu atraso e sua perda de tempo no congestionamento. . Por causas comuns, simplistas, força do destino ou da necessidade que obriga um cidadão comum assumir uma atividade altamente discriminada. Por vezes, pessoas cultas, formadas, alheias à essa profissão devem assumir por força maior se sujeitar a esta cruel atividade. Quem trilha este caminho sabe dos perigos, das humilhações e injustiças que esta profissão oferece.
Sou um dos casos, formado em arquitetura, com firma de comunicação visual, fui obrigado pelas circunstancias atuais, da carência de serviço, a comprar uma motoca nova e sair a batalhar.
Descobri muitas coisas, que sou bom nisso, ando junto com os melhores, estou gostando mesmo. A solidariedade que se encontra nesse grupo é fora de série. Não tem como não parar num farol sem que alguém te peça ou te de uma informação necessária.
Pode ser o dia mais triste de sua vida, tua mulher te chifrou, recebeste a visita da sogra no final de semana, o teu cachorro te mordeu, não importa, sempre encontrarás um motoqueiro te cumprimentando ou te oferecendo auxílio nas esquinas. Um comentário oportuno, um conselho válido, em fim, você nunca estará sozinho no seu sofrimento. Dizem as estatísticas que morre um motoqueiro e meio por dia. Agora vejo isto como uma grave fatalidade.
Seriam necessárias campanhas educativas para o comportamento veículos em geral versus motos. Muitos pensam que o moto boy é aquele ser desprezível que vêm para destruir com o pezão o teu espelho retrovisor. Bem, não são todos os espelhos as possíveis vítimas, e sim aqueles que estão sobrando.
São muitos nas ruas, eles se incomodam entre sim também. Tem pequenas e graves colisões. Claro que sempre prevalece o espírito corporativo, a compreensão perante algum pequeno erro cometido. A classe não se condena a si própria, se complementa, se ajuda.
As dificuldades são as mais diversas, falta de segurança, falta de seguro sobre o veículo, ganho miserável, vitima das inclemências do tempo, da poluição ambiental, dos patrões exigentes que obrigam a “correr” o dia todo.
Compromissos de horário, contratos que roda muito e ganha pouco, falta de objetivo em tudo isso, que no fim não leva a nada. Com o que se ganha não se compra nada e se perde um tempo precioso em fazer outra coisa na vida, como estudar. Ou seja, uma profissão com presente, pois da para comer, mas sem futuro, não da para progredir, ser transferido, ser reconhecido, ganhar mais, subir de cargo, em fim nada, a não ser ficar velho e continuar pilotando essas máquinas malucas. Existem seres engraçados, os chamados “cachorros loucos”, que correm enlouquecidos o dia inteiro, desprezando a vida, transformando a atividade numa doida aventura, com a esperança de faturar uns trocados a mais por dia. Ignoram isto sim, que eles são as primeiras vítimas, pelo desgaste físico, emocional e da suas máquinas.
O diabo fica ansioso de ver a forma que eles desprezam a vida.
Bem, o perigo existe em toda esquina, com chuva o sol. Somos vítimas do descuido alheio, levando a pior parte em qualquer confronto. Pagamos caro, até com a vida uma pequena distração de um motorista de carro ou caminhão.
Não reclamamos do nosso infortúnio, parece que estamos resignados, calejados de levar desvantagem sempre. A maior satisfação é correr velozmente nos corredores formados por veículos nos dias que está o transito todo parado. Parece uma verdadeira vitória passar todo mundo que está parado e nós correndo velozmente no meio deles.
Existem diversos tipos de moto boy, aqueles que trabalham por serviço e precisam correr o dia inteiro, aqueles que ganham por hora e precisam que o tempo passe para ganhar algum, não tem pressa. Os novatos, que tem medo de entrar nos “corredores”, pois ainda não tem prática de andar disparados no meio do aperto, os motociclistas que se misturam aos moto boy mas sempre com as suas máquinas enormes, possantes. Alguns parecem vindos de filmes do futuro, com os braços para cima naqueles guidões gigantes. Esses devem dirigir na velocidade dos carros, sem chance de ultrapassar no transito da cidade. Só se destacam na estrada.
Agora, a consciência de sua própria vulnerabilidade acerca mais estes seres incríveis. Loucos por desprezarem a vida a troco de nada. Só a aventura é que vale. Vi senhores de cabelo branco, achacados pela idade, já não correm tanto, mas continuam firmes nas ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Da pena de ver que não tem outra alternativa na vida a não ser essa, a única forma de sustento que eles conhecem e assim continuam até quando Deus quiser.
Peço encarecida mente aos leitores, aos motoristas de veículos como carros, ônibus, caminhões, que tenham consideração com os motoqueiros. Um espelho quebrado não é nada comparado com uma vida. Aliás, acima de duas rodas sempre existe uma vida.
Não sejam injustos, ceda o passo, a gente corre para servir a sociedade, arriscando a vida a troco de nada. Não custa ser gentis, pelo menos para nossa segurança e a vossa própria, pois, quem deseja se envolver num acidente às vezes fatal com um motoqueiro? Como fica a consciência? O dia de trabalho?
A despesa toda? Não é melhor evitar? Mesmo às vezes levando algum xingo ou ofensa?
Se dei um passo à frente no intuito de melhorar a vida de muitas pessoas, então estou realizado em minha intenção. Cumpri o meu dever cívico que é a melhora da sociedade como um todo.
Salve os motos boys!
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quarta-feira, 21 de março de 2012

Malandro mané ou mané malandro...


No Brasil, ser malandro e “levar vantagem em tudo” é motivo de orgulho. Se você não é malandro, você é mané. Não há meio termo entre espertos e otários.
Talvez por isso vejamos tanta burrice de quem comete pequenos delitos ou falcatruas – como as que vemos no cenário político. O cara se dar bem e ninguém saber disso, é mais ou menos como o cara pegar a Megan Fox e não poder contar pra ninguém.
Eu odeio malandro. Mas se é pro cara ser malandro, que seja direito. Malandro que parece malandro não é malandro.
Eu tinha um colega de de longos anos que era perito em enganar todo mundo para levar vantagem. O cara era bom de lábia: vendia produtos usados e defeituosos por um preço muito maior que o de um produto novo sem defeitos, e o comprador ainda saía feliz, crente que havia feito um bom negócio. O fato é que o cara tinha tanto orgulho de sua esperteza que contava para todo mundo suas “proezas”. Incluindo as pessoas que, em breve, ele acabaria tentando enganar também. Em pouco tempo, ninguém mais confiava nele. O esperto ficava sem otários.
Ontem, caminhava por uma avenida e um otário fumava crack. Fumava porque queria, ninguém o obrigou.
Ontem, assistia a um telejornal e um esperto negociava propina. Pego em flagrante, porém fingia, dizia que não negociou.
Anteontem, numa casa noturna, um segundo otário cheirava pó. Cheirava porque queria, cheirava porque comprou.
Anteontem, numa creche, faltava merenda para oferecer às crianças. O esperto justificava e contestava o dinheiro que não repassou.
O que é pior?
O esperto que passa por otário, ou o otário que se passa por esperto?
O otário que passa por esperto é o traficante. Profissão inserida em um mercado que não pára de crescer; ideal para aquele profissional ousado que gosta de correr riscos.
O esperto que passa por otário é o político corrupto. Profissão de prestígio no cenário nacional; ideal para aquele que busca fama, status e destaque.
Ironias à parte, corrupto e traficante dá no mesmo; o otário-esperto que corrompe, é corrompido e destrói. Porém, com uma diferença que não é observada por todos. O traficante não tira o dinheiro de ninguém à força, muito pelo contrário, se relaciona com quem busca essa relação e ainda dá algo em troca; o produto por ele oferecido, cuja procedência e malefícios o comprador sabe de trás para frente.
O político corrupto por sua vez, consegue ser ainda mais prejudicial à sociedade. Ele atua à surdina, na escuridão, escondido de nossos olhos. Furta sem ninguém ver, se aproveita de sua condição privilegiada para espalhar o mal e ameaçar o bem. Tira de quem não tem!
Se o tráfico de drogas no que se refere às drogas fosse pior que a corrupção, o consumo da mesma não seria liberado em alguns países, não sabendo eu de país que tenha liberado a corrupção.
A linha divisória entre o otário e o esperto é curta, talvez alguns muitos anos de prisão, um foro privilegiado, uma capa de revista, um direito de ficar calado, um advogado caro, uma surra da polícia, um cafezinho na sede da Polícia Federal....etc....
O importante senhores, somos nós em meio a tantos espertos e otários não ficarmos marginalizados, pois é dessa maneira que estão nos colocando: à margem!

sábado, 17 de março de 2012

Seja voçe mesmo agradando ou não...


No mundo massificado em que vivemos, tudo conspira para que nos movamos de acordo com as normas e padrões impostos pelo exterior, pois, desse modo, as chances de não sermos marginalizados e rejeitados serão maiores.

O oposto disso é cultivar a autenticidade, manter-se fiel ao seu próprio ser, guiar-se pelo que sua consciência e seu coração lhe sopram suavemente a cada momento. Pagamos um preço muitas vezes alto, quando optamos por esse padrão de atitude. Nem sempre seremos aceitos e compreendidos.

Entretanto, nada pode nos dar mais prazer e alegria interior. Quando nos mantemos fiéis à nossa própria natureza, passamos a atrair, naturalmente, pessoas e situações em sintonia com essa nova forma de agir e descobrimos o prazer de conviver sem ter de estar, o tempo todo, preocupados em agradar os outros para nos sentirmos socialmente inseridos.

Muitas pessoas confundem autenticidade com o direito de fazer tudo o que desejam, ou dizer tudo o que pensam sem se preocupar se estão prejudicando ou magoando outras pessoas. Ser autêntico é seguir o próprio coração, mas jamais perder de vista o respeito pelos sentimentos alheios.

Libertar-se das máscaras que fomos condicionados a vestir na convivência social e até mesmo nos relacionamentos íntimos, é o primeiro passo para que aprendamos a viver uma vida autêntica, sendo fiéis aos nossos sentimentos e à nossa verdade interior.

O critério é sempre examinar nosso coeficiente de felicidade. Quanto mais distantes estivermos do que nosso coração deseja, menor ele será.

.... Veracidade significa autenticidade, ser verdadeiro, não ser falso, não usar máscaras. Seja qual for sua face real, mostre-a... e seja qual for o custo.

Lembre-se, isso não quer dizer que você tem que desmascarar os outros. Se eles estão felizes com as mentiras deles isso é problema deles. Não vá desmascarar ninguém, pois é assim como as pessoas pensam.

Eles acham que têm que ser verdadeiros, autênticos; eles acham que precisam ir e fazer todos nus - Pois porque você está escondendo seu corpo? Estas roupas não são necessárias.

Não. Por favor, lembre-se, seja verdadeiro para si mesmo. Você não é necessário para reformar ninguém mais no mundo. Se você puder crescer, isso é suficiente. Não seja um reformador, e não tente ensinar aos outros, e nem mudar os outros. Se você mudar, essa é uma mensagem suficiente.

Ser autêntico significa permanecer verdadeiro para com seu próprio ser. Como permanecer verdadeiro? Três coisas precisam ser lembradas.

Uma, nunca escute ninguém, o que eles dizem para você ser. Escute sempre sua voz interior, para o que você gostaria de ser; senão toda sua vida será desperdiçada.

... Lembre-se, seja verdadeiro para com sua voz íntima. Isso pode lhe levar ao perigo; então vá para o perigo, mas permaneça verdadeiro para com a sua voz íntima.

... Veja sempre que a primeira coisa seja seu ser e não permita que outros lhe manipulem ou lhe controlem. Eles são muitos: todos estão prontos para controlar você, todo mundo está pronto para mudar você, todo mundo está pronto para lhe dar uma direção que você não pediu. Todos estão lhe dando um guia para sua vida. O guia existe dentro de você; você carrega a planta.

Ser autêntico significa ser verdadeiro consigo mesmo . Isso é um fenômeno muito, muito perigoso; raras pessoas podem fazer isso. Mas quando pessoas fazem isso, elas realizam. Elas alcançam tal beleza, tal graça, tal contentamento, você não pode imaginar. Se todos parecem tão frustrados, a razão é que ninguém escutou sua própria voz... Essa é a primeira coisa .

... Depois a segunda coisa – se você fez a primeira coisa, só então a segunda se torna possível: nunca use uma máscara . Se você estiver zangado, fique zangado. É arriscado, mas não sorria pois isso é ser falso. Mas você foi ensinado a sorrir quando estiver zangado, sorria; assim seu sorriso se torna falso, uma máscara... só um exercício dos lábios, nada mais. O coração cheio de raiva, de veneno, e os lábios sorrindo; você se torna um fenômeno falso.

Depois a outra coisa também acontece: quando você quer sorrir você não pode. Todo seu mecanismo está de pernas para o ar, pois quando você queria ficar zangado você não ficava, quando você queria odiar você não odiava.

... Quando você quiser ficar com raiva, fique raivoso. Nada está errado em ficar com raiva. Se você quiser sorrir, sorria. Nada de errado em rir à vontade. Aos poucos você verá que todo seu sistema está funcionando... Você pode ver: sempre quando o mecanismo de uma pessoa está funcionando bem... Ele olha para você, e ele realmente olha; não é uma coisa morna, isso realmente aquece.

Quando ele lhe toca ele realmente toca em você. Você pode sentir a energia dele movendo-se para seu corpo, uma corrente de vida sendo transferida...pois o mecanismo dele está funcionando bem.

....no corpo existe alguma parte, uma parte correspondente, para a emoção. Se você não quer chorar, seus olhos irão perder seu brilho porque lágrimas são necessárias; elas são um fenômeno bem vivo.

Quando de vez em quando você soluça e chora, você realmente se entrega a isso – você torna-se isso – lágrimas começam a fluir pelos seus olhos; seus olhos são limpos, seus olhos se tornam novamente frescos, jovens, e virgens....

.....Deus deu a vocês – homem ou mulher – as mesmas glândulas lacrimais. Se o homem não devesse chorar, não haveria glândulas lacrimais. Matemática simples! Porque as glândulas lacrimais existem no homem na mesma proporção que existem na mulher? Olhos necessitam lacrimejar e chorar, e isso é realmente belo se você puder chorar sinceramente.

Lembre-se, se você não puder chorar sinceramente, você também não pode sorrir, pois essa é a outra polaridade. Pessoas que podem sorrir também podem chorar; pessoas que não podem chorar não podem sorrir.

A terceira coisa sobre autenticidade: permaneça sempre no presente – pois toda falsidade entra ou do passado ou do futuro. Aquilo que passou já passou; não se importe com isso. Não o carregue como um fardo; senão isso não lhe permitirá estar autêntico no presente.

Tudo aquilo que não veio ainda não veio. Não se incomode desnecessariamente sobre o futuro; senão isso virá para o presente e o destrói. Seja verdadeiro para com o presente, e assim você será autêntico. Estar aqui-agora é ser autêntico. Nenhum passado, nenhum futuro: este momento é tudo, este momento é toda a eternidade.