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Olá estou formulando uma enquete para saber quais tipos de assuntos e dicas para assim melhorar nossa comunicação , pesso por gentileza que mandem um email para .......andreexploid09@gmail.com.......

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Terapeuta eu ?....

Irritar as pessoas, de uma forma geral, não é uma coisa difícil. Mas existem pessoas que tem um talento enorme para fazer isso.

Todos nós temos um certo grau de suscetibilidade no que se refere a reagir diante de provocações.

Quanto mais frágeis são nossas convicções ou quanto mais valorizamos as opiniões alheias em detrimento das nossas, maior esse grau. Quanto maior o grau, maior a intensidade das nossas reações e mais rapidamente elas ocorrem.

São raras as pessoas que permanecem impassíveis diante de alguém com franco objetivo de desestabilizá-las e que sabe como fazer isso.  E há Irritantes que ultrapassam tanto os limites do bom senso que mesmo quem tem baixo grau de suscetibilidade pode acabar sendo afetado em alguns momentos.

Façamos uma pequena análise dos Comportamentos Irritantes:

1. Destacando as Falhas Alheias

Pessoas que se relacionam com as outras buscando seus defeitos e dificuldades para destacá-los e divulgá-los sempre que possível e de forma gratuita e sistemática, dificilmente vão deixar de nos irritar.

Quem age assim geralmente tem uma enorme insegurança, não acredita no próprio potencial e pensa que só diminuindo os outros vai conseguir aumentar seu próprio valor aos olhos alheios.

Ainda não percebeu que quando alguém é bom em alguma coisa é porque tem méritos, não é bom apenas porque o outro é pior.

E estes muitas vezes nem querem irritar ninguém, mas irritam da mesma forma...

2. Fazendo Afirmações Genéricas Falsas e Veementes

Isso numa discussão ou debate sobre qualquer tema funciona que é uma beleza como fator irritante.

Por mais que a gente perceba claramente que o que foi dito não faz o menor sentido não merecendo sequer ser refutado, haja paciência para não reagir e não esclarecer as coisas.

E esclarecer é pura perda de tempo já que no mais das vezes, o Irritante sabe que sua declaração é uma bobagem, ele apenas está tentando atingir seu objetivo.

Quem se manifesta desta forma com a intenção de irritar geralmente dá foco a questões que podem ferir sensibilidades, que mexem com nossos valores e com aquilo que acreditamos.

Ele ainda não aprendeu que este tipo de atitude pode até magoar os mais sensíveis e consequentemente aumentar sua coleção de inimizades, mesmo que o cenário seja uma simples conversa entre amigos.

3. Ofendendo sem motivo:

Ouvir alguém falar coisas ofensivas ditas de forma exagerada e em tom agressivo, seja sobre a gente ou sobre aqueles que gostamos ou admiramos e ainda assim tentar ficar impassível, é um dos maiores testes de tolerância com as bobagens humanas que conheço.

Para desestabilizar não tem coisa melhor já que, em se tratando do irritante, essas ofensas não tem fundamento algum, só servem para irritar mesmo.

E quem atua dessa forma nem sempre percebe que está perdendo a credibilidade. Inverdades Exageradas são ótimas para se conseguir isso.

4. Mas Como Não se Irritar?

Boa Pergunta! Muito Difícil. Sempre acho que tentar compreender as motivações das pessoas ajuda a desenvolver nossa paciência, tolerância e nossa capacidade de perdoar. Inclusive a nós mesmos.

Se a gente observar, o Irritante quer apenas chamar a atenção ainda que de uma forma equivocada. Alguns irritam de forma quase inconsciente, mas outros fazem isso de propósito.

Quem faz isso de próposito conhece a natureza humana, portanto sabe o que fazer e dizer para alcançar seu objetivo. Mas ainda desconhece infelizmente, o significado da palavra respeito, usando e abusando de ironias e deboches.

Então o segredo é simplesmente ignorar, por mais difícil que isso possa ser. Tudo que o irritante não quer é ser ignorado. Assim que ele perceber que ficou falando sozinho, a brincadeira perde a graça e acaba.

Pelo menos em relação a gente, já que provavelmente ele buscará outras vítimas. E fará isso até descobrir que existem maneiras bem melhores de conseguir a atenção que ele tanto deseja.

Agora, ignorar não é um método rápido algumas vezes. Porque nesso caso corremos o risco de irritar o Irritante e obviamente quem gosta de irritar detesta ser irritado. Afinal quem se alegraria em experimentar o próprio veneno?

E aí ele pode se empenhar ainda mais no sentido de nos tirar do sério, se for do tipo incansável. Mas se a gente conseguir se manter firme e tranquilo, até o incansável cansa e vai procurar alguém mais acessível.

Uma outra coisa que me parece importante é destacar que muitas vezes o Irritante não é agressivo nem mal-educado. Só age assim para alcançar sua meta. Tudo jogo de cena e se a gente não se cuidar pode acabar entrando no jogo e criando uma sintonia nada saudável.

No caso de inverdades, um pouco de senso de humor ajuda a evitar irritações. É só nos darmos conta que algumas afirmações são tão "sem noção", que chegam a ser até engraçadas.

5. Conclusão

De qualquer forma, sempre é bom ter em mente que defeitos todos temos e a vida se encarrega de nos trazer as lições que precisamos para rever nossas atitudes e redirecionar nossos rumos.

Essa percepção ajuda na convivência, inclusive com relação a pessoas que a gente reconhece como difíceis de se lidar. Até porque nem sempre nos damos conta que podemos ser também difíceis para alguém.

O fato é que tanto irritar como ficar irritado são duas atitudes que não trazem benefícios pra ninguém. E quanto antes a gente substituir essas bobagens por uma forma cordial e positiva de interagir com as pessoas, melhor pra todo mundo. O ambiente ao redor agradece.

Este texto é apenas a opinião de alguém que sabe muito bem como irritar as pessoas, mas que já abandonou há muito tempo esta prática depois de ter finalmente percebido que ela não faz o menor sentido, o que ficou claro pelos resultados adversos que teve como retorno.

Mas se porventura o leitor amigo for um tanto Irritante e ficar irritado com este texto, peço desculpas desde já. Como disse antes, não tenho mais a menor intenção de irritar ninguém, mas de vez em quando posso ter alguma recaída sem notar, já comprovei.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

É fato mas ninguem gosta de comentar...


Relatórios de diferentes países divulgados nos últimos anos apontaram que a atividade pesqueira está caminhando rumo ao equilíbrio ambiental, mesmo com as mudanças climáticas e a poluição das águas. No entanto, relatos de pescadores ao redor do mundo são conflitantes com os resultados otimistas apresentados pelos dados oficiais. Com as redes voltando do mar cada vez mais vazias, aqueles que tiram dos oceanos seu sustento vêm afirmando que o sistema marinho não parece equilibrado. Um estudo divulgado na edição desta sexta-feira da revista Science mostra que, nessa discussão, quem está certo são os pescadores: a atividade pesqueira está cada vez mais mirrada e caminha para o colapso.

Depois de analisar dezenas de áreas de pesca pouco monitoradas, um grupo de pesquisa internacional constatou que, caso nada seja feito, os oceanos se tornarão grandes vazios de vida. Contudo, existe uma luz no fim do túnel. Com o monitoramento correto, dizem os especialistas, ainda é possível direcionar os barcos para a rota da sustentabilidade e salvar a economia de comunidades tradicionais e até mesmo de países inteiros que dependem da coleta e venda de peixes.

De acordo com o time de cientistas, liderado pela Universidade da Califórnia – Santa Bárbara (UCSB), ações de monitoramento são capazes de aumentar a quantidade de peixe trazida para a terra entre 4% e 40%, a depender da região. Para isso, é necessário ampliar as informações levadas em conta na hora de planejar a quantidade, a época e a frequência com que os recursos marítimos serão explorados. “Até agora, o nosso senso de como a atividade pesqueira está sendo feita é baseado em uma fração mínima da pesca mundial, aqueles recursos mais valiosos sobre os quais temos muitos dados”, explica o pesquisador californiano Steve Gaines.

Assim, os dados que são levados em conta na produção de relatórios e planos de pesca – contendo parte das informações sobre o comportamento das populações de peixe, sua variação ao longo dos anos e rotas migratórias –, em vez de ajudar, acabam atrapalhando os tomadores de decisão sobre o tema. “O material com que trabalhamos hoje representa apenas algumas centenas das mais de 10 mil unidades populacionais de peixes. É uma pequena fatia que pode nos dar uma visão distorcida”, ressalta Gaines. Cada unidade populacional a que o especialista se refere representa uma espécie, ou conjunto de espécies relacionadas, que vive em uma região específica do globo ou migra de maneira coordenada.

Falsa impressão Dessa forma, com a observação de apenas as espécies, os dados parecem realmente indicar que a atividade pesqueira está caminhando na direção do equilíbrio. Depois da avaliação de populações que não integram esse seleto time, porém, a situação se mostra preocupante. “Para a maioria das pescas, nós simplesmente não sabemos quantos peixes estavam lá fora e se suas populações estão tendendo para cima ou para baixo”, acrescenta o economista Christopher Costello, que também participou da pesquisa. “Sem uma boa informação sobre as populações de peixes, a gestão sustentável pode ser uma coisa difícil de fazer. É como tentar decidir até onde você vai dirigir seu carro sem saber quanta gasolina está no tanque”, compara. Pelo menos 64% da pesca do mundo não é avaliada de nenhuma forma. Do restante, que é monitorado, muitos grupos são subestimados.

Bacalhau: escassez do peixe levou à adoção de regras para pescá-lo (Paulo de Araújo/CB/D.A Press)
Bacalhau: escassez do peixe levou à adoção de regras para pescá-lo
Atualmente, apenas alguns peixes e frutos do mar são acompanhadas de perto por cientistas e gestores públicos. Depois de o bacalhau quase desaparecer, o que representou uma ameaça às economias de alguns países, as populações da espécie passaram a ser acompanhadas de perto. Hoje, os barcos de pesca da Noruega, principal produtor do peixe, têm épocas e cotas bem definidas de exploração. Uma situação semelhante ocorre com o atum e o esturjão, cujas ovas servem para a produção do caviar.

Problemas desse tipo, no entanto, estão longe de ser pontuais, afirmam os autores do estudo. Trata-se de uma crise global. “O impacto sobre a segurança alimentar é mais significativo para os países mais pobres, mas isso não é apenas um problema do mundo em desenvolvimento. Atividades menores de pesca nos Estados Unidos e na Europa estão em situação tão ruim quanto as do mundo em desenvolvimento”, alerta, em comunicado, a ecologista Sarah Lester, da UCSB. “Essas pescas podem se recuperar, mas, quanto mais esperarmos, mais difícil e mais caro será para trazer de volta os pescados”, acrescenta Christopher Costello. “Em cerca de 10 anos, a janela de oportunidade poderá ter se fechado”, alerta.

Políticas O estudo divulgado hoje se soma a ao relatório “Mudando o curso para a pesca sustentável”, lançado essa semana pela consultoria ambiental California Environmental Associates. “A chave é usar e compartilhar as práticas sustentáveis de forma mais ampla”, afirmou em coletiva o autor do relatório, Matthew Elliott. As práticas a que ele se refere incluem interromper a pesca em algumas regiões para permitir a sua recuperação e permitir o acesso de pescadores a seguros que os ajudem a se manter em épocas de pouca produtividade. No Brasil, os pescadores já têm acesso a esse benefício durante a piracema, o período de reprodução dos peixes, quando a coleta fica proibida.

O relatório também pede mais políticas para a área baseadas na ciência, e não apenas em questões políticas e econômicas. “Em muitas áreas do mundo, particularmente nos trópicos e nos subtrópicos, vemos a pesca se expandindo rapidamente com pouca gestão. Esperamos chamar mais a atenção internacional para a gestão das pescarias nas diversas partes do mundo que têm sido historicamente ignorados”, afirmou o especialista norte-americano.

Produção de suínos em crise

Vai faltar bacon. O alerta foi dado pela Associação Nacional de Porco na Grã-Bretanha (NPA). O grupo, que representa os criadores de suínos no Reino Unido, divulgou esta semana que a alta dos preços do milho e da soja – alimento básico dos porcos – vem fazendo os animais serem abatidos precocemente, diminuindo a oferta não apenas do adorado, e calórico, alimento, como também de outras iguarias, como salsicha e a própria carne de porco. Segundo o grupo, a redução dos rebanhos causada pela alta nas rações deve ter impactos em 2013. “Os supermercados britânicos sabem que têm que aumentar o preço que eles pagam aos criadores do Reino Unido, ou correrão o risco de ficarem com espaços vazios em suas prateleiras no ano que vem”, disse, em comunicado, Richard Longthorp, presidente da associação.

Apesar de o grupo representar os suinocultores do Reino Unido, a crise do bacon não fica restrita à terra da rainha Elizabeth. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos afirmou que a produção americana de carne suína, proporcionalmente ao número de habitantes, deve ser a mais baixa desde de 1975. A culpa também é da seca histórica que assolou o país, aumentando o preço da alimentação dos porcos e forçando os criadores a abater seus animais mais cedo. No mês passado, houve um recorde de abate de animais, e o estoque da carne aumentou 31%. Mas o que sobra agora vai faltar ano que vem.

Segundo a associação britânica, no restante do continente europeu, a tendência é de uma diminuição na produção de carne de porco e seus derivados. “Dados recentes mostram que o rebanho de suínos de toda a União Europeia está diminuindo a um ritmo significativo, e esta é uma tendência que está servindo de modelo em todo o mundo”, afirmou o órgão em seu comunicando, completando que a crise é “inevitável” e deve durar enquanto o consumo e o preço dos insumos não caírem
No Brasil, país que é um dos principais produtores e exportadores de carne suína, não deve haver falta de bacon, mas o tradicional pernil de natal deve chegar mais caro às ceias dos brasileiros, também graças à alta do milho e da soja, o que também deve elevar em cerca de 10% o preço da carne de frango, peru, chester e demais aves que têm seu consumo aumentado no fim de ano. 


Abaixo, seguem-se alguns exemplos de como as extinções estão presentes em nosso dia a dia.
1) Atualmente são consideradas em perigo de extinção 16.119 espécies, em todo o mundo, segundo a lista de espécies ameaçadas de extinção publicada pela IUCN em 2006.
2) Nos últimos 500 anos, as atividades humanas causaram a extinção de 816 espécies de seus habitats naturais.
3)Uma em cada 4 espécies de mamíferos e uma em cada 8 espécies de pássaros são classificados como altamente ameaçadas de extinção pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).
4) Aproximadamente 25% dos répteis, 20% dos anfíbios e 30% dos peixes são classificados como ameaçados de extinção pela IUCN.
5) A atual taxa de extinção das espécies, devido às ações humanas, é estimada como 1.000 a 10.000 vezes maior do que a taxa natural de extinção.
6) Desde 1800, foram extintas 103 espécies de pássaros, uma taxa de extinção 50% maior do que a taxa natural.
7) A perda e a degradação de habitats são a principal ameaça a 89% dos pássaros, 83% dos mamíferos e 91% das plantas em processo de extinção.
8) Como resultado da pesca predatória e da diminuição dos estoques de peixes, desde 1996, o número de espécies de albatroz ameaçadas de extinção saltou de 3 para 16.



Problemas urbanos...


A intensa urbanização que vem ocorrendo no Brasil, especialmente a partir de 1950, tem sido acompanhada por um processo de metropolização, isto é, concentração demográfica nas principais áreas metropolitanas do país. Isso significa que as grandes cidades, as metrópoles, crescem a um ritmo superior ao das pequenas e médias cidades. Assim, quando somamos a população das nove principais cidades do país - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba e Belém. Juntamente com as  cidades que pertencem às suas respectivas áreas metropolitanas, verificamos que, em 1950, elas reuniam por volta d e18% da população nacional em 1970, esse número subiu para 25% e, em 1995, para cerca de 31% da população total do Brasil.
Com o crescimento acelerado dessas grandes cidades e com os processo de conurbação que nelas frequentemente ocorrem, certos problemas urbanos - como os transportes, água, esgotos, uso do solo, etc. - não devem ser tratados isoladamente em cada cidade vizinha, mas em conjunto. Daí surgiu a definição de áreas ou regiões metropolitanas: "um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comuns." Elas foram estudadas pelo IBGE e definidas por duas leis, em 1974 e em 1975, e existem no Brasil em número de nove.
Assim cada uma dessas nove áreas metropolitanas possui um planejamento integrado de seu desenvolvimento urbano, que é elaborado por um conselho deliberativo, nomeado pelo governo de cada Estado, auxiliado por um conselho consultivo, formado por representantes de cada município integrante da região metropolitana. Procura-se desse modo, tratar de forma global certos problemas que afetam o conjunto da área metropolitana e que anteriormente ficavam a cargo apenas das prefeituras de cada município.
A Rede Urbana
A urbanização brasileira, só começou a ocorrer no momento em que a indústria tornou-se o setor mais importante da economia nacional. Assim, representa um dos aspectos da passagem de uma economia agrário-exportadora para uma economia urbano-industrial, fato que só ocorreu no século XX e intensificou-se a partir de 1950.
Essa transformação do Brasil, que deixou de ser um país agrário e rural para tornar-se um país urbano industrial, embora ainda subdesenvolvido, apresenta também inúmeros outros aspectos. Por exemplo: as camadas sociais dos fazendeiros e grande comerciantes exportadores deixaram de ser dominantes politicamente, isto é, perderam sua influência sobre o governo em favor das industrias, banqueiros e diretores de grandes estatais.
Cessou também o predomínio do campo sobre a cidade, no sentido de que os principais interesses econômicos e a maior força de trabalho do país estão localizados no meio urbano, de cuja atividade industrial e bancária o meio rural tornou-se subordinado.
Essa subordinação do campo em relação à cidade manifesta-se de várias maneiras:
I. O campo é um fornecedor de mão-de-obra e gêneros alimentícios para o meio urbano; agora não mais se comercializam apenas os excedentes nas cidades, como ocorria no período colonial, mas produz-se essencialmente para o comércio urbano;
II. O setor agrário de exportação continua a ser importante para a economia nacional, mas agora sua renda é utilizada principalmente para pagar as importações de maquinaria ou petróleo para o setor industrial (e a dívida externa do país, que em grande parte foi gerada por esse setor), e não mais para se importar bens manufaturados de consumo, que já são fabricados internamente;
III. A importância cada vez maior que assumem certos insumos procedentes do meio urbano, como fertilizantes e adubos - além de crédito bancário e máquinas agrícolas -, também caracteriza a sujeição do campo a cidade.
Enfim, o meio rural não mais produz com vista ao mercado externo, independentes das cidades, como era regra geral no período colonial, mas em função do meio urbano.
Além de passar a comandar o meio rural que lhe é vizinho (ou às vezes até aqueles bem distantes, como é o caso das metrópoles), as cidades também estabelecem entre si uma rede hierarquizada, isto é, um sistema de relação econômicas e sociais em que umas se subordinam a outras. Em outras palavras, a modernização do país, resultado do crescimento da economia urbano-industrial, produziu uma divisão territorial do trabalho que subroniana campo à cidade, bem como as cidades menos às maiores estabeleceu-se, portanto, um sistema integrado de cidades, em que há um hierarquia: as cidades pequenas (em grande número) dependem das médias (em número menor); estas, por sua vez, subordinam-se às grande cidades ou metrópoles (poucas).
No cume desse sistema hierarquizado de cidades, situam-se as duas únicas metrópoles nacionais: São Paulo e Rio de Janeiro. Elas exercem uma polarização sobre todo o território brasileiro, praticamente comandando a vida econômica e social da Não com suas indústrias, universidades, bancos, bolsas de valores, imprensa, grande estabelecimentos comercia, etc. E, como elas se localizam relativamente próximas (em relações as definições do território brasileiro), existindo em torna da via Dutra uma área intensamente urbanizada, onde estão cidades como São José dos Campos, Taubaté, Lorena, Volta Redonda e outras, convencionou-se nos últimos anos que ali se formou uma megalópole. De fato, essa área superubanizada que vai de São Paulo até o Rio de Janeiro e que abrange cerca de 46.000 km2 (cerca de 0.5% do território nacional) abriga cerca de de 22% da população total do país, mais de 50% dos automóveis e perto de 60% da produção industrial do Brasil.
Logo abaixo das metrópoles nacionais, mais acima de todas as outras cidades, surgem as sete metrópoles regionais - grande cidades que polarizam extensas regiões: Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém.
Nessa escala hierárquica da rede urbana brasileira aparecem em seguida as capitais regionais, cidade que polarizam uma parcela da região comandada pelas metrópoles regionais. Elas e são assim, subordinadas tanto às metrópoles nacionais quanto a uma metrópole regionais (dependendo de onde se localizam) e exercem influência sobre uma área extensa, com inúmeras cidades pequenas e médias, além das áreas rurais ao seu redor. Exemplos: Manaus (AM), polarizada pela metrópole regional da Amazônia Brasileira - Belém -, mas que, por sua vez, influencia uma vasta área (a porção ocidental da Amazônia); Londrina (PR) subordinada a Curitiba contudo exercendo uma ação polarizada sobre todo o norte do Paraná. Outros exemplos: Ribeirão Preto (SP), Cuiabá (MT) Florianópolis (SC), Caxias do Sul (RS), Goiânia (GO), Blumenau (SC), Campinas (SP), Campo Grande (MS), etc.
A seguir temos os centros regionais, cidades médias polarizadas pelas capitais regionais, que, por sua vez, polarizam uma grande quantidade de pequenas cidades. As cidades médias existem em número bem maio do que aquelas a que estão subordinadas (as capitais regionais), constituindo várias centenas em todo o território nacional Alguns exemplos: Jales (SP), Vacaria (RS), Andradina (SP), Anápolis (GO), São João da Barra (RJ), Formiga (MG), Rolândia (PR), entre outras.
Essa rede urbana brasileira, com uma hierarquia que vai das metrópoles nacionais (apenas duas), até as cidades locais (milhares), é um sistema integrado de cidades que está se formando e não configura ainda uma realidade completa. Isso porque o território brasileiro é imenso e algumas extensas áreas, como a Amazônia, ainda são pouco povoadas. Além do mais, as desigualdades regionais de desenvolvimento são muito acentuadas no país, com uma notável concentração das riquezas no Centro-Sul, especialmente em São Paulo. Esses fatos fazem com que a rede urbana não seja totalmente articulada em toda a extensão do território nacional; em algumas áreas, como em São Paulo, esse sistema integrado de cidades existe de forma quase perfeita, mas em outras áreas como na Amazônia, por exemplo, a densidade urbana (quantidade de cidades em relação ao espaço( é pequena e as comunicações entre as cidades, muito precárias.
O sistema urbano articulado é fruto da divisão territorial do trabalho entre o campo e a cidade e entre cidades com recursos (população, equipamentos urbanos) diferente. Esse sistema urbano só se completará quando a indústria se tornar o setor dominante em todo o território, desde que este seja totalmente ocupado e se torne economicamente produtivo. Assim, só existe de forma completa nas áreas de maior desenvolvimento industrial; nas áreas de baixa industrialização, ou naquelas ainda pouco ocupadas, a rede urbana é pobre e desarticulada.
É importante, para entender essa rede urbana, lembrar que os critérios para classificar uma cidade não são rígidos, mas dependem da região em que ela se localiza. Assim, nas áreas de maior industrialização e maior densidade urbana - sobretudo com cidades bem mais equipadas -, o nível de exigências para se considerar um centro urbano como metrópole é bem maior que nas áreas pouco povoadas. Por exemplo, Campinas é uma cidade bem mais industrializada do que Belém e possui equipamento urbano (aeroporto, movimento bancário, universidade, comércio, etc.) superior ao da capital paraense, no entanto, essa cidade paulistana não é uma metrópole regional, e isso se deve à sua localização, próxima de São Paulo. Da mesma forma, algumas cidades consideradas apenas centros regionais em São Paulo poderiam ser capitais regionais se estivessem localizadas na Amazônia. E, inversamente, algumas cidades locais da Amazônia (que são sedes de municípios enorme), se estivessem no Centro-Sul do país, seriam menos povoadas ou vilas. 
-Problemas Urbanos da Atualidade

Desemprego


Embora a geração de empregos tenha aumentado nos últimos anos, graças ao crescimento da economia, ainda existem milhões de brasileiros desempregados. A economia tem crescido, mas não o suficiente para gerar os empregos necessários no Brasil. A falta de uma boa formação educacional e qualificação profissional de qualidade também atrapalham a vida dos desempregados. Muitos têm optado pelo emprego informal (sem carteira registrada), fator que não é positivo, pois estes trabalhadores ficam sem a garantia dos direitos trabalhistas.


Violência e Criminalidade


A violência está crescendo a cada dia, principalmente nas grandes cidades brasileiras. Os crimes estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Nos jornais, rádios e tvs presenciamos cenas de assaltos, crimes e agressões físicas. A falta de um rigor maior no cumprimento das leis, aliada as injustiças sociais podem, em parte, explicar a intensificação destes problemas em nosso país.



Poluição em geral
De modo geral, os problemas ecológicos são mais intensos nas grandes cidade que nas pequenas ou no meio rural. Além da poluição atmosférica, as metrópoles apresentam outros problemas graves:

- Acúmulo de lixo e de esgotos. Boa parte dos detritos pode ser recuperada para a produção de gás (biogás) ou adubos, mas isso dificilmente acontece. Normalmente, esgotos e resíduos de indústrias são despejados nos rios. Com freqüência esses rios “morrem” (isto é, ficam sem peixe) e tornam-se imundos e malcheirosos. Em algumas cidades, amontoa-se o lixo em terrenos baldios, o que provoca a multiplicação de ratos e insetos.


- Congestionamentos freqüentes, especialmente nas áreas em que os automóveis particulares são muito mais importantes que os transportes coletivos muitos moradores da periferia das grandes cidades dos países do Sul, em sua maioria de baixa renda, gastam três ou quatro horas por dia só no caminho para o trabalho.


- Poluição sonora, provocada pelo excesso de barulho (dos veículos automotivos, fábricas, obras nas ruas, grande movimento de pessoas e propaganda comercial ruidosa). Isso pode ocasionar neuroses na população, além de uma progressiva diminuição da capacidade auditiva.


- Carência de áreas verdes (parques, reservas florestais, áreas de lazer e recreação, etc.). Em decorrência de falta de áreas verdes agrava-se a poluição atmosférica, já que as plantas através da fotossíntese, contribuem para a renovação do oxigênio no ar. Além disso tal carência limita as oportunidades de lazer da população, o que faz com que muitas pessoas acabem passando seu tempo livre na frente da televisão, ou assistindo a jogos praticados por esportistas profissionais (ao invés de eles mesmos praticarem esportes).


- Poluição visual, ocasionada pelo grande número de cartazes publicitários, pelos edifícios que escondem a paisagem natural, etc.


Na realidade, é nos grandes centros urbanos que o espaço construído pelo homem, a segunda natureza, alcança seu grau máximo. Quase tudo aí é artificial; e, quando é algo natural, sempre acaba apresentando variações, modificações provocadas pela ação humana. O próprio clima das metrópoles - o chamado clima urbano - constitui um exemplo disso. Nas grandes aglomerações urbanas normalmente faz mais calor e chove um pouco mais que nas áreas rurais vizinhas; além disso, nessas áreas são também mais comuns as enchentes após algumas chuvas.


As elevações nos índices térmicos do ar são fáceis de entender: o asfaltamento das ruas e avenidas, as imensas massas de concreto, a carência de áreas verdes, a presença de grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera (que provoca o efeito estufa), o grande consumo de energia devido à queima de gasolina, óleo diesel querosene, carvão, etc., nas fábricas, residências e veículos são responsáveis pelo aumento de temperatura do ar.


Já o aumento dos índices de pluviosidade se deve principalmente à grande quantidade de micropartículas (poeira, fuligem) no ar, que desempenham um papel de núcleos higroscópicos que facilitam a condensação do vapor de água da atmosfera. E as enchentes decorrem da dificuldade da água das chuvas de se infiltrar no subsolo, pois há muito asfalto e obras, o que compacta o solo e aumenta sua impermeabilização.


Todos esses fatores que provocam um aumento das médias térmicas nas metrópoles somados aos edifícios que barram ou dificultam a penetração dos ventos e à canalização das águas - fato que diminui o resfriamento provocado pela evaporação - conduzem à formação de uma ilha de calor nos grandes centros urbanos. De fato, uma grande cidade funciona quase como uma “ilha” térmica em relação às suas vizinhanças, onde as temperaturas são normalmente menores. Essa “ilha de calor” atinge o seu pico, o seu grau máximo, no centro da cidade.


A grande concentração de poluentes na atmosfera provoca também uma diminuição da irradiação solar que chega até a superfície. Esse fato, juntamente com a fraca intensidade dos ventos em certos períodos, dá origem às inversões térmicas.


O fenômeno da inversão térmica - comum, por exemplo, em São Paulo, sobretudo no inverno - consiste no seguinte: o ar situado próximo à superfície, que em condições normais é mais quente que o ar situado bem acima da superfície, torna-se mais frio que o das camadas atmosféricas elevadas. Como o ar frio é mais pesado que o ar quente, ele impede que o ar quente, localizado acima dele, desça. Assim, não se formam correntes de ar ascendentes na atmosfera. Os resíduos poluidores vão então se concentrando próximo da superfície, agravando os efeitos da poluição, tal como irritação nos olhos, nariz e garganta dos moradores desse local. As inversões térmicas são também provocadas pela penetração de uma frente fria, que sempre vem por baixo da frente quente. A frente pode ficar algum tempo estagnada no local, num equilíbrio momentâneo que pode durar horas ou até dias.



Saúde


Nos dias de hoje, pessoas que possuem uma condição financeira melhor estão procurando os planos de saúde e o sistema privado, pois a saúde pública encontra-se em estado de crise aguda. Hospitais superlotados, falta de medicamentos, greves de funcionários, aparelhos quebrados, filas para atendimento, prédios mal conservados são os principais problemas encontrados em hospitais e postos de saúde da rede pública. A população mais afetada é aquela que depende deste atendimento médico, ou seja, as pessoas mais pobres.


Educação


Os dados sobre o desempenho dos alunos, principalmente da rede pública de ensino, são alarmantes. A educação pública encontra vários problemas e dificuldades: prédios mal conservados, falta de professores, poucos recursos didáticos, baixos salários, greves, violência dentro das escolas, entre outros. Este quadro é resultado do baixo índice de investimentos públicos neste setor. O resultado é a deficiente formação dos alunos brasileiros.


Desigualdade social


O Brasil é um país de grande contraste social. A distribuição de renda é desigual, sendo que uma pequena parcela da sociedade é muito rica, enquanto grande parte da população vive na pobreza e miséria. Embora a distribuição de renda tenha melhorado nos últimos anos, em função dos programas sociais, ainda vivemos num país muito injusto.

Agora eu digo os seres humanos se acostumaram a viver com problemas , só que é mais simples  e comodo reclamar do que resolver. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A agua de reuso....


O reaproveitamento ou reúso da água é o processo pelo qual a água, tratada ou não, é reutilizada para o mesmo ou outro fim. Essa reutilização pode ser direta ou indireta, decorrentes de ações planejadas ou não.
- Reúso indireto não planejado da água: ocorre quando a água, utilizada em alguma atividade humana, é descarregada no meio ambiente e novamente utilizada a jusante, em sua forma diluída, de maneira não intencional e não controlada. Caminhando até o ponto de captação para o novo usuário, a mesma está sujeita às ações naturais do ciclo hidrológico (diluição, autodepuração).
- Reúso indireto planejado da água: ocorre quando os efluente depois de tratados são descarregados de forma planejada nos corpos de águas superficiais ou subterrâneas, para serem utilizadas a jusante, de maneira controlada, no atendimento de algum uso benéfico. O reuso indireto planejado da água pressupõe que exista também um controle sobre as eventuais novas descargas de efluentes no caminho, garantindo assim que o efluente tratado estará sujeito apenas a misturas com outro efluentes que também atendam ao requisitos de qualidade do reuso objetivado.
- Reúso direto planejado das águas: ocorre quando os efluentes, após tratados, são encaminhados diretamente de seu ponto de descarga até o local do reúso, não sendo descarregados no meio ambiente. É o caso com maior ocorrência, destinando-se a uso em indústria ou irrigação.
- Reciclagem de água: é o reúso interno da água, antes de sua descarga em um sistema geral de tratamento ou outro local de disposição. Essas tendem, assim, como fonte suplementar de abastecimento do uso original. Este é um caso particular do reúso direto planejado.

O uso racional da água parece ser uma das saídas para combater a escassez do produto. O engenheiro Paulo Ferraz Nogueira, especialista no tema, aponta três formas de reutilização de água que seguem esta tendência. As informações fazem parte de seu artigo "Escassez de Água". No texto-sugestão de pauta Nogueira assegura que a tecnologia de Membranas Filtrantes (água reciclada), a recarga do aqüífero (utilização do subsolo) e o aproveitamento das águas da chuva são alternativas viáveis para o Brasil.
Artigo: Escassez de água
(Por Paulo Ferraz Nogueira)
Até poucas décadas atrás, os livros clássicos usados nos cursos de Economia, em todo mundo, davam como exemplo de "bem não econômico", isto é, aquele que é tão abundante e inesgotável, a água, o oxigênio, o sal de cozinha, etc, que não tinham, portanto, valor econômico.
Claro que existe muita água no planeta, mas cerca de 97,5% dessa água é salgada e está nos oceanos, 2,5% é doce sendo que deles, 2% estão nas geleiras, e apenas 0,5% está disponível nos corpos d'água da superfície, isto é, rios e lagos, sendo que a maior parte, ou seja, 95%, está no subsolo, que é, portanto a grande "caixa d'água" de água doce da natureza.
Mas se compararmos como essa água doce se distribui no Globo, e como a respectiva população, está distribuída, vamos verificar que ela está "mal distribuída": há partes da Terra realmente com falta crônica desse precioso líquido. O Brasil está muito bem neste aspecto, pois tem cerca de 12% de toda água doce existente na Terra, mas diríamos que sob o ponto de vista de utilização humana, a mesma está "mal distribuída".
Não concordamos que falte água para consumo humano em nosso País, seja nas cidades, no campo, ou mesmo no nosso semi árido Nordestino. Apenas ela precisa ser tratada como bem econômico que é, essencial à vida, à saúde, à economia, na indústria, na agricultura e por todos os setores da sociedade.
A bem da verdade, nota-se uma arregimentação geral na imprensa, nos governos, na sociedade civil, para o tema escassez de água. Tarifas baixas ou mesmo pífias impedem as companhias de abastecimento de se capitalizarem, para expandir a rede, combater os vazamentos crônicos existentes nas redes hidráulicas (manutenção), e ainda por cima, incentivam o desperdício que permanece quase sempre generalizado nos lares, nas indústrias, na agricultura. Impedem também a construção de ETEs, Estações de Tratamento de Esgoto, essenciais para a saúde e a economia, pois o esgoto de hoje, é a água potável de amanhã.
Nesse contexto, torna-se imprescindível o uso racional da água. O destino da água em casa no Brasil, cerca de 200 litros diários, é: 27% consumo (cozinhar, beber água), 25% higiene (banho, escovar os dentes), 12% lavagem de roupa; 3% outros (lavagem de carro) e finalmente 33% descarga de banheiro, o que mostra que, tanto nas cidades como nas indústrias se existirem duas redes de água, reusando "água cinzenta" (que são as águas resultantes de lavagens e banho) para descarga de latrinas, pode-se economizar 1/3 de toda água.
Quanto aos processos industriais, devido à enorme diversidade de casos, recomendamos para cada caso a elaboração de um Diagnóstico Hídrico, efetuada por consultoria especializada, sendo que na maioria absoluta de casos que temos visto, que é possível utilizar muitas águas servidas, semitratadas ou mesmo in natura, para outros processos, em série, com grande economia do precioso líquido; alertamos porem com um erro que se comete freqüentemente de se aconselhar o uso industrial de água carregada de sólidos para geradores de vapor (caldeiras), onde depósitos e incrustações causam perda de energia e talvez até acidentes: vamos batalhar pela conservação hídrica sem abrir mão da conservação energética e segurança.
Tanto nas grandes cidades como em vários municípios menores, o sistema de esgoto é o principal poluente dos rios, nascentes e reservas florestais. Citamos dados da Abes - Associação de Engenheiros Sanitaristas e Ambientais, relativos ao final de 1996, segundo os quais apenas 20% do esgoto sanitário coletado em áreas urbanas recebe tratamento, sendo que essa realidade associa-se diretamente a graves danos à saúde pública, ao meio ambiente e, também, à economia. Em muitos casos práticos, não há tempo para a natureza usar seus mecanismos naturais de autodepuração e diluição.

Formas de preservar a água
- Membranas Filtrantes (Osmose Reversa)
A tecnologia de Membranas Filtrantes tem se desenvolvido técnica e comercialmente aceleradamente nos últimos anos, sendo que o custo fixo de instalações e de operação tem baixado muito ultimamente; há até quem prenuncie que se transformarão em breve em "commodities". Existem muitas situações onde a dessalinização de água marinha, ou a simples e pura potabilização de esgotos é a única alternativa disponível.
Cingapura, que compra água da Malásia, está tratando de convencer sua população a beber a "New water", água de esgoto potabilizada, muito mais barata que a comprada de seu vizinho acima citado. O uso de esgoto potabilizado (água reciclada) para recarregar os reservatórios antes do tratamento para produzir água de beber é uma prática nos EUA há mais de 20 anos. E estudos não mostraram evidências de nenhum efeito adverso à saúde.
- Aproveitamento de águas de Chuva
As águas de chuva são encaradas pela legislação brasileira hoje como esgoto, pois ela usualmente vai dos telhados, e dos pisos para as bocas de lobo aonde, como "solvente universal", vai carreando todo tipo de impurezas, dissolvidas, suspensas, ou simplesmente arrastadas mecanicamente, para um córrego que vai acabar dando num rio que por sua vez vai acabar suprindo uma captação para Tratamento de Água Potável. Claro que essa água sofreu um processo natural de diluição e autodepuração, ao longo de seu percurso hídrico, como dito anteriomente, nem sempre suficiente para realmente depura-la.
Uma pesquisa da Universidade da Malásia, deixou claro que após o início da chuva, somente as primeiras águas carreiam ácidos, microorganismos, e outros poluentes atmosféricos, sendo que normalmente pouco tempo após a mesma já adquire características de água destilada, que pode ser coletada em reservatórios fechados.
Para uso humano, inclusive para como água potável, deve sofrer evidentemente filtração e cloração, o que pode ser feito com equipamento barato e simplíssimo, tipo Clorador Embrapa ou Clorador tipo Venturi automático. Em resumo, a água de chuva sofre uma destilação natural muito eficiente e gratuita.
Esta utilização é especialmente indicada para o ambiente rural, chácaras, condomínios e indústrias. O custo baixíssimo da água nas cidades, pelo menos para residências, inviabiliza qualquer aproveitamento econômico da água de chuva para beber. Já para Indústrias, onde a água é bem mais cara, é usualmente viável sim esse uso.
O Semi árido Nordestino tem projetos onde a competência e persistência combatem o usual imobilismo do ser humano, com a construção de cisternas para água de beber para seus habitantes.
- Recarga do Aqüífero
No Campo ou mesmo nas Indústrias diríamos que uma alternativa muito boa é a recarga forçada do aqüífero, pois já dissemos anteriormente que cerca de 95% da água doce do Planeta está estocada no subsolo, que tem sido a grande "Caixa D'Água" da natureza.
Hoje em dia, porem, a enorme maioria de Indústrias, condomínios, em todo Brasil, está largamente construindo cada vez mais poços profundos: de maneira geral, pode-se dizer que sua produção está em decadência, pois a "procura" supera muito a "oferta".
E quanto ao esgoto das cidades 
A ausência de coleta e tratamento de esgoto obriga as comunidades a conviverem com seus próprios dejetos, principalmente quando estes são lançados ao ar livre, em fossas, geralmente mal construídas, valas negras ou diretamente nos córregos. O contato com o esgoto agrava o risco de inúmeras doenças, como: poliomelite, hepatite A, giardíase, disenteria amebiana, diarréia por vírus, febre tifóide, febre paratifóide, diarréias e disenterias bacterianas (como a cólera), ancilostomíase (amarelão), ascaridíase (lombriga), teníase, cisticercose, filariose (elefantíase), esquistossomose, etc.

As doenças relacionadas à ausência de tratamento de esgoto afetam pessoas de todas as idades, mas as crianças são as mais prejudicadas com o problema. De acordo com a pesquisa “Saneamento e Saúde”, do Instituto Trata Brasil “as respostas das mães relativas a seus filhos caçulas indicam que as principais vítimas da falta de esgoto são as crianças de 1 a 6 anos, que morrem 32% mais quando não dispõem de esgoto coletado”. Ainda segundo a pesquisa, outra vítima preferencial da falta de esgoto são as grávidas, pois a falta de coleta e tratamento de esgoto aumenta 30% a chance de terem filhos nascidos mortos.

Mesmo fora dos casos extremos, que resultam em morte, as doenças relacionadas à falta de tratamento de esgoto prejudicam o desenvolvimento e a freqüência das crianças às aulas. Segundo o BNDES, no Brasil, 65% das internações hospitalares de crianças menores de 10 anos estão associadas à falta de saneamento básico. No caso dos adultos, essas doenças impactam diretamente na ausência no trabalho.

As vantagens do investimento em tratamento de esgoto para a saúde pública são visíveis. Segundo a FUNASA (Fundação Nacional de saúde), a cada R$1,00(um real) investido em saneamento, economiza – se R$ 4,00(quatro reais) em medicina curativa. O esgoto é tão importante para melhorar o Índice de desenvolvimento Humano (IDH) que o sétimo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015) é reduzir pela metade o número de pessoas sem rede de esgoto.

Em Campo Grande, a Águas Guariroba tem trabalhado para mudar o cenário da cidade no que diz respeito ao acesso ao serviço de esgoto. Em março de 2006, lançou o Programa Sanear Morena e, em menos de três anos, ampliou o acesso à rede de esgoto da Capital de 32% para 58%, disponibilizando 54.401 novas ligações domiciliares. Todo o esgoto coletado pela empresa é tratado e o efluente é devolvido aos mananciais obedecendo às normas ambientais, sem oferecer riscos de contaminação.

A empresa está fazendo a parte dela para melhorar a saúde e qualidade de vida da cidade. Cabe agora a cada cidadão fazer a sua, fazendo a sua ligação à rede de esgoto disponível. Com isso, estará protegendo a saúde de sua família e de toda a população.  
Veja as principais doenças causadas pela agua contaminada.

DOENÇAS RELACIONADAS À FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO

As doenças de veiculação hídrica através dos esgotos, são causadas principalmente por microrganismos patogênicos de origem entérica, animal ou humana, destacando-se:

Febre Tifóide:

Doença infecciosa, se caracteriza por febre contínua, mal-estar, manchas rosadas no tronco, tosse seca, prisão de ventre mais freqüente do que diarréia e comprometimento dos tecidos Linfóides. Agente Etiológico: Salmonella Typhi, bactéria gram negativa. Modo de Transmissão: doença de veiculação hídrica, cuja transmissão se dá através da ingestão de água e moluscos, assim como do leite e derivados, principais alimentos responsáveis pela sua transmissão. Outros alimentos, quando manipulados por portadores, podem veicular a S. typhi, inclusive sucos de frutas. Prazo de Incubação: Em média, 2 semanas.

Febre Paratifóide:

Infecção bacteriana que se caracteriza por febre contínua, eventual aparecimento de manchas róseas no tronco e comumente diarréia. Embora semelhante à Febre Tifóide, sua letalidade é muito mais baixa.

Shigeloses:

Infecção bacteriana aguda, principalmente no intestino grosso caracterizada por febre, náuseas e as vezes vômitos, cólicas e tenesmo (sensação dolorosa na bexiga ou na região anal). Nos casos graves as fezes contém sangue, muco e pus.

Sinonímia: Disenteria Bacilar

Agente Etiológico: bactérias gram negativas do gênero Shigella, constituidos por quatro espécies: S. dysenteriae (grupo A) , S. flexnere (grupo B), S. boydii (grupo C) e S. sonnei (grupo D) Modo de Transmissão: a infecção é adquirida pela ingestão de água contaminada ou de alimentos preparados por água contaminada. Também foi demonstrado que as Shigelas podem ser transmitidas por contato pessoal. Período de Incubação: varia de 12 á 48 horas.

Cólera:

Doença intestinal bacteriana aguda, caracteriza-se por diarréia aquosa abundante, vômitos ocasionais, rápida desidratação, acidose, câimbras musculares e colapso respiratório, podendo levar o paciente a morte em um período de 4 à 48 horas (casos não tratados). Agente Etiológico: Vibrio cholerae. Modo de Transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes ou vômitos de doentes ou portador. A contaminação pessoa a pessoa é menos importante na cadeia epidemiológica. Período de Incubação: de horas a 5 dias. Na maioria dos casos varia de 2 a 3 dias.

Hepatite A:

Início geralmente súbito com febre, mal-estar geral, falta de apetite, náuseas, sintomas abdominais seguido de icterícia. A convalescença em geral é prolongada e a gravidade aumenta com a idade, porém há recuperação total sem seqüelas. A distribuição do vírus da Hepatite A é mundial; porém em locais onde o saneamento é deficiente, a infecçãoé comum e ocorre em crianças de pouca idade. Agente Etiológico: Vírus da hepatite tipo A, hepatovirus RNA, família Picornavirideo. Modo de Transmissão: fecal-oral, água contaminada, alimentos contaminados. Período de Incubação: de 15 a 45 dias, média de 30 dias.

Amebíase:

Infecção causada por um protozoário parasita que está presente em duas formas: como cisto infeccioso, resistente e como trofozoíto, mais frágil e potencialmente invasor. O parasita pode atuar de forma comensal ou invadir os tecidos, originando infecções intestinais ou extra-intestinal. As enfermidades intestinais variam desde uma disenteria aguda e fulminante, com febre e calafrios e diarréia sanguinolenta ou mucóide (disenteria amebiana), até um mal-estar abdominal leve e diarréia com sangue e muco alternando com períodos de estremecimento ou remissão. Agente Etiológico: Entamoeba hystolytica. Modo de Transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados por dejetos, contendo cistos amebianos. Ocorre mais raramente na transmissão sexual devido a contato oral-anal. Período de Incubação: entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias, meses ou anos.

Giardíase:

Freqüentemente assintomática, pode também está associada a uma diversidade de sintomas intestinais: diarréia crônica, esteatorréia, cólicas abdominais, eliminação de fezes esbranquiçadas gordurosas e fétidas, fadiga e perda de O primeiro sinal da infestação freqüente é a presença de vermes vivos nas fezes ou ressurgidos. Sinais pulmonares inclui a síndrome de Coeffer, caracterizada por respiração irregular, espasmos de tosse, febre e pronunciada eosinofilia no sangue. A alta densidade de parasita pode causar distúrbios digestivos e nutricionais, dor abdominal, vômitos, inquietação e perturbação do sono. Complicações graves não raro fatais incluem obstrução intestinal e migração de vermes adultos para o fígado, pâncreas, apêndice, cavidade peritoneal e trado respiratório superior.

Sinonímia: Infecção por Ascaris:

Agente Etiológico: Ascaris lumbricoides, ou lombriga. Modo de Transmissão: ingestão dos ovos infectantes do parasita, procedentes do solo, água ou alimentos contaminados com fezes humanas. Período de Incubação: de 4 a 8 dias, tempo necessário para completar o ciclo vital do parasita.

Leptospirose:

Agente Etiológico: Leptospira interrogans.
Modo de Transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados com a urina do rato. Ocorrendo com mais freqüência em épocas de chuva e/ou alagamento. Freqüência assintomática: A enfermidade pode apresentar-se como um simples estado gripal, até complicações hepáticas e renais graves. "Podem ocorrer também vômitos, dores de cabeça e muscular, principalmente na batata da perna (panturrilha)". Período de Incubação: varia de 1 a 30 dias.

 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

É preciso esquecer para lembrar...


Quantas vezes voçê ja passsou por essas situações em sua vida ?.
Você conhece uma pessoa e logo depois esquece o nome dela? Nunca sabe onde largou as chaves de casa, a carteira, os óculos? Vai ao supermercado e sempre deixa de comprar alguma coisa porque não se lembra? E de vez em quando, bem no meio de uma conversa, para e se pergunta sobre o que é que estava falando mesmo? Você não é o único. Bem-vindo ao mundo moderno. Devem existir uns 6 bilhões de pessoas com o mesmo problema. No meio de tudo o que escolhemos e temos para fazer é difícil se lembrar de alguma coisa. Isso você já sabe. O que você não sabe é que a sua memória tem uma capacidade incrível, muito maior do que jamais imaginou. E a chave para dominá-la não é tentar se lembrar de cada vez mais coisas: é aprender a esquecer.

Mas o que está acontecendo, afinal, com a memória das pessoas? Tudo bem que recebemos cada vez mais estímulos, que acabam gerando uma sobrecarga mental. Mas isso não explica tudo. Afinal, se as informações competem por espaço na nossa cabeça, deveríamos nos lembrar do que é mais importante e esquecer o menos importante, certo? Só que, na prática, geralmente acontece o contrário. Você é capaz de esquecer o seu aniversário de namoro, mas certamente se lembra que "pra dançar créu tem que ter habilidade", ou o refrão de qualquer outra música que tenha grudado na sua cabeça. Por que esquecemos o que queremos lembrar? A resposta acaba de ser descoberta , e vai contra tudo o que sempre se pensou sobre memória. A ciência sempre acreditou que uma memória puxa a outra, ou seja, lembrar-se de uma coisa ajuda a recordar outras. Em muitos casos, isso é verdade (é por isso que, quando você se lembra de uma palavra que aprendeu na aula de inglês, por exemplo, logo em seguida outras palavras vêm à cabeça). Mas um estudo revolucionário, que foi publicado por cientistas ingleses e está causando polêmica entre os especialistas, descobriu o oposto. Quando você se lembra de algo, isso pode gerar uma consequência negativa - enfraquecer as outras memórias armazenadas no cérebro. "O enfraquecimento acontece porque se lembrar de uma coisa é como reaprendê-la", explica o psicólogo James Stone, da Universidade de Sheffield. Vamos explicar.

As memórias são formadas por conexões temporárias, ou permanentes, entre os neurônios. Suponha que você pegue um papelzinho onde está escrito um endereço de rua. O seu cérebro usa um grupo de neurônios para processar essainformações. Para memorizá-la, fortalece as ligações entre eles - e aí, quando você quiser se lembrar do endereço, ativa esses mesmos neurônios. Beleza. Só que nesse processo parte do cérebro age como se a tal informações (o endereço de rua) fosse uma coisa inteiramente nova, que deve ser aprendida. E esse pseudoaprendizado acaba alterando, ainda que só um pouquinho, as conexões entre os neurônios. Isso interfere com outros grupos de neurônios, que guardavam outras memórias, e chegamos ao resultado: ao se lembrar de uma coisa, você esquece outras. O pior é que esse processo não distingue as recordações úteis das inúteis. Ou seja, ficar se lembrando de besteiras prejudica as lembranças que realmente importam. O simples ato de ouvir rádio pode ser suficiente para disparar esse processo (acredita-se que determinadas músicas possam "travar" o córtex auditivo, causando aquelas incessantes repetições de uma melodia dentro da sua cabeça). Conclusão: estamos esquecendo cada vez mais as coisas importantes porque lembramos cada vez mais das coisas sem importância. Mas isso não é o fim do mundo.

"Esquecer faz parte de uma memória saudável", afirma o neurocientista Ivan Izquierdo, diretor do centro de memória da PUC-RS e autor do livro A Arte de Esquecer. Até 99% das informações que vão para a memória somem alguns segundos ou minutos depois. Isso é um mecanismo de limpeza que ajuda a otimizar o trabalho do cérebro. Se tudo ficasse na cabeça para sempre, ele viraria um depósito de entulho. Isso nos tornaria incapazes de focar em qualquer coisa e atrapalharia bastante o dia-a-dia. Afinal, para que saber onde você estacionou o carro na semana passada? O importante é se lembrar de onde o deixou hoje de manhã. O esquecimento também é um trunfo da evolução. Imagine se as mulheres pudessem se lembrar exatamente, nos mínimos e mais arrepiantes detalhes, da dor que sentiram durante o parto? Provavelmente não teriam outros filhos. Aliás, recordar-se de tudo pode ter efeitos psicológicos graves. É o caso da americana Jill Price, de 44 anos, cuja história contamos na SUPER de agosto. Você não se lembra? Vamos resumir: ela sabe tudo o que aconteceu, comeu e fez em cada dia dos últimos 29 anos. Por causa disso, tem problemas psiquiátricos e sofre para levar uma vida normal. "Imagine se você conseguisse se lembrar de todos os erros que já cometeu", explica. Seria horrível. Para evitar que a memória se torne um pesadelo, o cérebro possui um mecanismo de defesa. E ele fica numa das profundezas mais misteriosas da mente humana.



Freud estava certo

Para o pai da psicanálise, a mente tem um depósito onde guarda suas memórias e pensamentos reprimidos: o inconsciente. Freud elaborou suas teorias muito antes de qualquer pesquisa neurocientífica, mas os estudos mais modernos estão comprovando que ele tinha razão. O inconsciente realmente existe, e tem um papel muito maior do que se pensava.

O cientista israelense Hagar Gelbard-Sagiv ligou eletrodos na cabeça de 13 voluntários que assistiam a diversos clipes numa televisão. Monitorando o cérebro deles, Sagiv registrou as áreas do cérebro que estavam sendo ativadas. Em seguida, os voluntários foram convidados a relembrar detalhes dos clipes. Quando eles fizeram isso, os mesmos neurônios se acenderam. Normal. Só que os neurônios entravam em ação 1,5 segundo antes de a pessoa se lembrar, conscientemente, de qualquer coisa. Ou seja: todas as nossas memórias, não só as reprimidas, passam pelo inconsciente antes de chegar à consciência. E isso faz todo o sentido. Você não precisa se lembrar, conscientemente, de tudo o que sabe - as informações podem perfeitamente ficar no inconsciente e serem trazidas à tona quando forem necessárias. Sabe quando você esquece uma coisa, diz para si mesmo "daqui a pouco eu me lembro" e acaba se lembrando mesmo? Agradeça ao inconsciente.

Mas como a consciência armazena e lê as memórias que estão guardadas lá? Antes de gravar uma informação, o cérebro seleciona o tipo de memória mais adequado. Você já deve ter ouvido falar que existe uma memória de curto prazo, para informações temporárias (um número de telefone) e outra de longo prazo, para as lembranças que duram a vida toda. É verdade. Mas a divisão é mais complexa - na prática, existem 5 tipos de memória, e todos eles podem ser de curto ou longo prazo [veja acima a lista].

Ninguém sabe exatamente em que partes do cérebro elas se escondem, mas tudo indica que o processo é coordenado pelo hipocampo e pela amídala. O hipocampo é vital para a formação das memórias. Você já ficou bêbado e esqueceu o que tinha feito? Foi porque o álcool paralisou seu hipocampo - e, por isso, o cérebro parou de gravar as memórias daquela noite.

Já a amídala está ligada às lembranças mais fortes que existem: as memórias emocionais. Já reparou como você nunca esquece aquele dia em que levou um fora, ou do que estava fazendo na manhã do 11 de Setembro? "A amídala garante que nos lembremos de informações sobre ameaças ou eventos traumáticos, pois essas recordações podem ser vitais para a sobrevivência", afirma o neuropsiquiatra Daniel Schacter, da Universidade Harvard. Mas, em situações muito extremas, acontece o contrário - é por isso que quem sofre um acidente de carro dificilmente se lembra do momento exato da batida. "O cérebro tem mecanismos para bloquear certas informações", explica Izquierdo.

Esquecer é necessário e faz bem. Nunca se esqueça disso, ok? E prepare-se para conhecer a verdadeira, e surpreendente, capacidade da memória humana.


Ei, você lembra de mim?

O cérebro usa um tipo de memória para cada tipo de informação que deseja armazenar

Processual

Quando você aprende a andar de bicicleta, não esquece mais. É por causa desse tipo de memória, que dá novas habilidades ao corpo. É uma memória tão simples que até os invertebrados a possuem.


Visual

Feche os olhos e pense num papagaio. A imagem dele apareceu na sua cabeça? Parabéns, você acaba de usar a sua memória visual. Ela serve para registrar rostos e marcar lugares onde você esteve.


Episódica

É sua e de mais ninguém: contém os acontecimentos da sua vida. Sejam eles marcantes ou não: o primeiro beijo, aquela viagem inesquecível - ou o almoço de ontem.


Topocinética
Grava os seus movimentos e registra a posição do corpo no espaço. É graças a ela que você consegue memorizar instruções do tipo "vire a primeira à direita e a segunda à esquerda".


Semântica

É a memória do conhecimento. Guarda as palavras, os raciocínios e o sentido das coisas. Geralmente exige que as informações sejam repetidas várias vezes.

Para quem tem a memória fraca e ainda está perdendo o restinho que ainda se esconde CALMA!!! ta aqui a solução.
A Memória é um dos milagres do cérebro. Por exemplo: você sabia que ela está conectada a centros neuronais responsáveis por sensações de bem-estar? Faça o teste: encontre aquele sujeito que segura a manga da sua blusa para conversar a exatos 5 cm de distância do seu nariz. Quando ele começar a contar a mesma história de ontem, diga que “hum..! Acabei de lembrar um compromisso urgente!” e saia de fininho. A sensação de frescor e alívio é imediata. E quem levará a culpa? Exatamente: a Memória. Você não foi antipático ou anti-social: apenas mais uma vítima da Memória, ora. Ou da falta dela.


Exercitar regularmente a memória reduz o risco de Alzheimer, depressão e brigas conjugais com separações litigiosas. E apesar destes e de vários outros benefícios, a maioria de nós trata a memória com desleixo. É quase como se não nos lembrássemos dela. Uma tristeza. Mas você pode começar a reverter isso ainda hoje, utilizando as dicas a seguir.
ACREDITE EM VOCÊ MESMO.
Feche os olhos e concentre-se para alcançar o nome daquele filme, artista, música, acontecimento, seja o que for. Ele está lá, camuflado nos recônditos da sua mente feito uma criança travessa brincando de pique-esconde. Se não conseguir encontrar a informação naquele exato momento, anote a dúvida e procure novamente mais tarde. Nunca desista!
RECONSTRUA SUA MEMÓRIA.
Visualize a seguinte situação: casal saindo do cinema no shopping. Ambos param ao lado do carro, estacionamento descoberto. Chove cântaros, quase um Dilúvio. Ele pede as chaves para ela:
HOMEM: me dá! Me dá! – gesticulando no ar o ato de dar partida na ignição.
MULHER: Hum... estavam aqui... – nariz inteiro + meio braço dentro da bolsa de 38 compartimentos, que começa a encher d’água.
HOMEM: Você perdeu? - impaciente, tentando cobrir a cabeça com a gola da blusa. Desiste quando vê o tamanho da barriga que ficou de fora.
MULHER: É, parece que sim... – e chove.
HOMEM: Essa sua bolsa... ! *xingamentos*
MULHER: Calma, calma, a gente encontra! – e chove mais.
HOMEM: Pelo menos você lembra onde perdeu? - ambos ensopados.
MULHER: Não... hum, não ficaram com você?
HOMEM: *palpa-se e resmunga alguma coisa em dialeto tibetano enquanto tira as chaves que estavam o tempo todo esquecidas no bolso da calça*.
Ora, se você “lembra” onde perdeu, não perdeu coisa alguma. Quando achar que esqueceu algo, respire fundo e reconstrua sua memória, seguindo as pistas daquela informação na sua mente. Onde você estava no princípio, com quem, fazendo o quê? Reconstruir a memória levará poucos segundos e será menos embaraçoso que pedir desculpas.
UTILIZE MAIS SENTIDOS.
Ao receber uma informação importante (o nome de alguém ou um compromisso, por exemplo), repita os dados para seu interlocutor ou escreva em um papel. Acionando mais sentidos, seu cérebro sedimentará melhor a informação.
Outro recurso valioso para não esquecer uma informação nova é criar um Ponto de Lembrança. Por exemplo, se lhe passarem uma data por telefone e você não tiver onde anotá-la, crie um Ponto de Lembrança levantando-se e dando três pulinhos em um só pé, enquanto repete a data em voz alta e cantando. Se você estiver em um local público, o efeito é ainda melhor: daí em diante, sempre que você recordar a vergonha que passou, a bendita data irá surgir na sua frente feito um coelho na cartola.
FAÇA SUAS CONTAS.
Retroceder ou avançar dias da semana, quando irá cair o quinto dia útil do próximo mês, quantos anos tem alguém que nasceu em 21 de fevereiro de 1937, 760 mg divididos em 04 partes iguais, as datas de aniversário da sua família, a conta da padaria... Seu cérebro está aí, ponha-o para malhar com vontade!
EXERCITE-SE BRINCANDO.
Chegando do trabalho, faça um capuccino e fuja da novela das 6h: espalhe sobre a mesa um quebra-cabeça com não menos que 500 peças e torne-o seu hobby pelos próximos dias. Aprenda tocar um instrumento musical, faça palavras-cruzadas no ônibus, jogue memória no computador, escolha uma música que você gosta e aprenda a letra. Estas atividades são úteis para manter o cérebro afiado e sempre pronto para processar novas informações.
Um exercício bastante útil para memória - e que você pode fazer até mesmo no trabalho -, é o Jogo da Visão Periférica. Além de treinar sua memória, este teste passa a impressão que você está completamente absorto em seu serviço e não à toa de fato.
Funciona da seguinte maneira: durante 10 segundos, concentre sua visão em um ponto fixo à sua frente (a tela do computador ou a garrafa de café, por exemplo), mas procure prestar atenção também ao que está no seu campo de visão periférica. Não trapaceie, não vire o rosto nem desvie os olhos do objeto que fixou inicialmente. Passados os 10 segundos, faça uma lista de tudo que você viu. E então repita o procedimento, tentando adicionar mais itens à sua lista.
Gradualmente, você pode aumentar o nível de dificuldade. Diminua o tempo de exposição, sente-se em outro lugar ou peça para um colega adicionar objetos ao ambiente sem que você perceba (um grampeador, um arranjo de flores, uma manada de Gnus, etc). Quando estiver dominando a técnica da Visão Periférica, organize um campeonato e garanta sua diversão para o resto do dia. Ah, sim, e não se esqueça: o jogo termina quando a palavra “chefe” surgir na lista de um dos participantes.